Investimento de €150 milhões gera debate político

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Marcos Sousa (CHEGA), António joão Santos (PSD), Filipe Rodrigues (CDS-PP) e João Costa (PS)

POLITICAMENTE CORRETO> Estratégia para o concelho

O valor de 150 milhões de euros em investimento associado ao concelho esteve em debate no programa Politicamente Correto, da Azeméis TV/FM, que reuniu representantes do PS, PSD, CDS-PP e CHEGA.

O montante de 150 milhões de euros em investimento associado ao município de Oliveira de Azeméis esteve no centro do debate político no programa Politicamente Correto, da Azeméis TV/FM. Representantes dos quatro partidos com assento na Assembleia Municipal analisaram a origem do valor, a execução das obras e as prioridades para o desenvolvimento do concelho.
Para o representante do Partido Socialista, João Costa, o valor não corresponde apenas ao orçamento municipal. “Estes 150 milhões de euros não são orçamento municipal. São investimento público e privado”, explicou, acrescentando que o orçamento do município ronda os 73 milhões de euros, aos quais se somam outras fontes de investimento.
A oposição levantou dúvidas quanto à execução real do plano. Filipe Rodrigues, do CDS, considerou que a dimensão do investimento pode não se traduzir em obra concretizada. “Era bom de todo que ele fosse real… mas creio que daqui a um ano estamos a falar que se chegar aos 25 ou 30% de execução já será muito”, afirmou.
Outro ponto de discussão foi o saldo de gerência de cerca de 57 milhões de euros transitado do ano anterior. Para Marcos Souza, do Chega, o montante levanta questões sobre a eficácia da execução municipal. “Se há dinheiro que sobrou, significa que obras não foram feitas”, referiu.
Também o PSD apontou a falta de uma visão estratégica clara para o concelho. António João Santos defendeu que os números do orçamento não são suficientes para garantir desenvolvimento. “O orçamento é uma mera ferramenta de uma execução de estratégia que, até ao dia de hoje, ninguém conhece”, afirmou.
Em resposta, João Costa sublinhou que a prioridade do executivo passa pela expansão da rede de saneamento. “A estratégia deste executivo é tirar o município das piores taxas de cobertura de saneamento do país”, afirmou, destacando o aumento significativo da cobertura da rede nos últimos anos.
Durante o debate foram ainda abordados temas como a mobilidade urbana, o estacionamento, os acessos às zonas industriais e o planeamento do crescimento urbano, considerados fatores importantes para a competitividade e qualidade de vida no concelho.
Apesar das divergências políticas, os intervenientes convergiram na necessidade de melhorar a execução das obras e garantir que os investimentos anunciados se traduzem em benefícios concretos para a população.

“O problema deste executivo nunca foi o orçamento… a realidade tem esbarrado é na execução.” 
“O orçamento é uma mera ferramenta de uma execução de estratégia que, até ao dia de hoje, ninguém conhece.”


 António João Santos (PSD)

 

 

 

 

“Ter dinheiro é importante, mas se não for usado não tem a utilidade que deveria ter.” 
“Se há dinheiro que sobrou, significa que obras não foram feitas.”


 Marcos Sousa (CHEGA)

 

 

 

 

“A maior realização de um executivo é poder executar as obras a que se propõe.” 
“A estratégia deste executivo é tirar o município das piores taxas de cobertura de saneamento do país”


João Costa (PS)

 

 

 

 

“O que interessa é o agora e o amanhã, não é estar sempre a olhar para trás.” 


 Filipe Rodrigues (CDS-PP)
 

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