23 Apr 2026
Com uma média de utilizações diária que não chega a metade do exigido pela instituição bancária, a Junta viu-se obrigada a aceitar o pagamento de uma taxa mensal para garantir que a população não perde o único acesso a dinheiro físico na vila. No multibanco da localidade há 72 utilizações diárias, mas a banca quer 150. A diferença vai passar custar dinheiro aos cofres da Freguesia de Ossela para que a população não perca a única forma de obter dinheiro físico 'dentro de portas'-
A Assembleia de Freguesia aprovou, por unanimidade, uma medida inédita que coloca a autarquia a financiar a permanência do terminal de Multibanco. A decisão, assumida na última sessão do deliberativo, foi apresentada como a única via para evitar o desmantelamento do equipamento, após o banco ter condicionado a sua continuidade ao pagamento de uma mensalidade de cerca de 75 euros.
Ora, tudo se resume a números: a rede bancária exige um mínimo de 150 movimentos diários para que o serviço seja mantido sem custos para a freguesia. Contudo, os registos atuais em Ossela fixam-se numa média de apenas 72 operações por dia. Um cenário de "baixa rentabilidade" comum a várias instituições: a Junta de Freguesia tentou negociar com outras entidades bancárias, mas recebeu apenas respostas negativas, baseadas na mesma métrica de utilização.
A oposição votou a favor da medida, reconhecendo que o custo anual de 900 euros é um "mal menor" face ao isolamento financeiro a que a população - sobretudo os idosos da terra - seria votada caso tivesse de se deslocar a Oliveira de Azeméis ou Vale de Cambra para realizar um simples levantamento.
Ficou, no entanto, o reparo: a utilização da máquina é baixa também devido às constantes falhas técnicas e períodos em que o terminal fica sem notas.