4 Aug 2026
A Procissão das Velas voltou a reunir milhares de fiéis nas ruas de Oliveira de Azeméis. Este é sempre um dos momentos mais marcantes das Festas de La Salette
> Procissão das velas encheu ruas com milhares de devotos
A Procissão das Velas voltou a levar milhares de pessoas às ruas de Oliveira de Azeméis, num dos momentos mais marcantes das Festas de La Salette. A imagem de Nossa Senhora deixou o santuário às 21h00 de domingo e desceu até à Igreja Matriz, acompanhada por uma extensa corrente de fiéis com velas acesas.
O percurso entre o parque e o centro da cidade voltou a ser vivido em oração, silêncio e devoção. À passagem da imagem, as ruas encheram-se de luz e de pessoas de diferentes idades e freguesias, numa tradição que continua a assumir uma dimensão concelhia e a reunir famílias inteiras.
Mais do que um cortejo religioso, a Procissão das Velas representa o início de um percurso que só ficará concluído no próximo domingo. Depois da descida até à Igreja Matriz, a imagem permanece ali durante a semana, acompanhando a novena de preparação para a festa. As celebrações realizam-se de segunda a sexta-feira, às 21h00, e no sábado, às 19h00.
O padre José Manuel Lima associa as duas grandes procissões a momentos diferentes do mesmo caminho. A Procissão das Velas representa o sofrimento, a fragilidade e as lágrimas de Nossa Senhora, enquanto a Procissão do Triunfo aponta para a esperança, a redenção e o regresso ao santuário. O pároco chegou a comparar algumas das flores colocadas no andor a lágrimas que descem do rosto da Mãe.
A própria caminhada, feita entre o monte e a cidade, ajuda a explicar a força desta tradição. Cada participante transporta a sua luz, mas integra ao mesmo tempo uma manifestação coletiva que atravessa gerações e continua a mobilizar pessoas de todo o concelho.
A Procissão do Triunfo realiza-se no domingo, dia 9 de agosto, às 18h00. Parte da Igreja Matriz em direção ao Santuário de Nossa Senhora de La Salette e integra cruzes, estandartes e irmandades das 18 paróquias do concelho. É o momento em que a imagem regressa ao antigo monte dos crastos, fechando simbolicamente o percurso iniciado à luz das velas.