4 Mar 2026
A decorrer esta tarde, a reunião do executivo de Oliveira de Azeméis está com o foco na operação de transportes públicos e os atrasos em obras estruturantes. O Presidente da Câmara Municipal (CMOA) procurou responder às críticas da AD e do Chega, justificando os impasses com decisões de entidades externas, questões de propriedade privada e a necessidade de reformas legislativas nacionais.
Pedro Marques (AD) trouxe ao debate o caso de Tiago João, funcionário do Centro Social Paroquial de Pinheiro da Bemposta, que se encontra isolado devido ao encerramento de uma passagem de nível na Linha do Norte. O vereador puxou de notícias recentes para vincar que o munícipe é agora obrigado a percorrer um quilómetro em terra batida numa cadeira de rodas para chegar ao seu local de trabalho.
Em resposta, o presidente da Câmara explicou que esta supressão foi efetuada pela Infraestruturas de Portugal devido à perigosidade da via no âmbito da requalificação da linha. O autarca alertou que asfaltar o caminho atual, como sugerido por alguns quadrantes, transformaria a via numa rota de fuga perigosa para automobilistas, colocando em risco a segurança do próprio Tiago João.
Na mesma área da mobilidade, Pedro Marques criticou duramente a operação da UNIR, apontando falhas em horário e preços "absurdos". O Executivo relembrou que Oliveira de Azeméis foi o único município a votar contra o início da operação por prever estes constrangimentos. Relativamente ao estacionamento abusivo de autocarros em plena cidade, o Presidente garantiu que serão instaladas placas de proibição e que a GNR irá autuar os veículos que pernoitem em locais impróprios por "comodismo" dos operadores.
A degradação de espaços emblemáticos foi outro ponto de tensão, com Pedro Marques a questionar o fecho da central de camionagem da CAIMA e o aparente abandono do Parque Urbano. O autarca esclareceu que a central da CAIMA é uma propriedade privada, tendo sido recentemente adquirida por investidores que ali pretendem desenvolver novos projetos.
Quanto ao Parque Urbano, que a oposição descreveu como um projeto parado e alvo de graffitis , o Presidente revelou que a obra apresenta 67% de execução. O atraso atual deve-se a uma alteração necessária no projeto, motivada pela instabilidade dos solos no local previsto para o lago e para a torre de slide.
O executivo garantiu que aguarda apenas a solução técnica para as fundações da torre , mas dfendeu que o empreiteiro tem outras frentes de trabalho onde deveria estar a alocar recursos. Adicionalmente, foi anunciado que a requalificação integral da zona envolvente ao Largo de Santo António e ao Hospital já foi adjudicada para reorganizar o trânsito na saída sul da cidade.
Manuel Almeida, do Chega, alertou para o perigo iminente de incêndios com a subida das temperaturas, exigindo uma fiscalização rigorosa das faixas de gestão de combustível e dos pontos de água.
Joaquim Jorge retorquiu, classificando o atual estado da floresta portuguesa como uma "tragédia política" nacional, argumentando que as câmaras municipais não têm instrumentos efetivos para resolver o abandono das centenas de milhares de propriedades privadas. Defendeu que a solução passa por uma política de emparcelamento e pela aposta em espécies autóctones em detrimento do eucaliptal descontrolado.