19 Jun 2026
Futebol Futebol Clube Cesarense
Ângelo Silva salienta que o Mundialito dá visibilidade à freguesia
Ângelo silva, presidente da junta, destaca a dinâmica gerada na freguesia
Ângelo Silva, presidente da junta de Cesar, destaca impacto do torneio na economia local e na promoção da freguesia
Quando fala do Mundialito Cesaz, Ângelo Silva não começa pelos jogos, pelos resultados ou pelos atletas. O presidente da Junta de Freguesia de Cesar prefere olhar para aquilo que acontece fora das quatro linhas.
Em entrevista ao Correio de Azeméis e à Azeméis TV durante o primeiro fim de semana da competição, o autarca defendeu que o torneio se transformou numa das iniciativas mais importantes da freguesia, não apenas pela dimensão desportiva, mas também pela capacidade de atrair visitantes e dinamizar a economia local. “O Mundialito é, já por tradição, um torneio importante para o clube, pelas diferentes vertentes que tem”, afirmou.
Segundo Ângelo Silva, a componente financeira continua a ser relevante para o FC Cesarense, mas o impacto sente-se muito para lá do complexo desportivo do Mergulhão.
“A parte económica e financeira sabemos que é importantíssima, mas também por toda a dinâmica e movimentação que gera não só aqui no Complexo do Mergulhão como na própria freguesia”, explicou.
Restaurantes, comércio e movimento na vila
Durante os dias do torneio, centenas de atletas, treinadores, dirigentes e familiares passam por Cesar. Para o presidente da Junta, esse fluxo de visitantes tem reflexos diretos no comércio e na restauração.
“Dão dinâmica e movimentação em Cesar, dão a conhecer a freguesia, dão também alguma dinâmica própria ao comércio existente, à restauração e toda esta envolvência”, afirmou.
O autarca considera que este tipo de iniciativas desempenha um papel importante na promoção do território e ajuda a dar visibilidade à freguesia junto de pessoas que, de outra forma, dificilmente a visitariam.
Um torneio pensado com visão
Ângelo Silva aproveitou ainda para recordar as origens do Mundialito e a visão que esteve na base da sua criação.
“Este Mundialito foi pensado por alguém que teve visão e que viu neste tipo de evento um valor acrescentado para o clube e para a freguesia”, afirmou, numa referência a Pedro Rodrigues.
Na opinião do autarca, o sucesso alcançado ao longo da última década explica porque é que muitos outros clubes acabaram por seguir caminhos semelhantes.
“Hoje em dia sabemos que isto foi copiado, entre aspas, por muitos outros clubes à nossa volta e ainda bem que o copiaram porque viram que havia qualidade e que isto resultava”, disse.
Ainda assim, considera que o FC Cesarense mantém características diferenciadoras, sobretudo ao nível das infraestruturas disponíveis no Complexo do Mergulhão.
Infraestruturas ajudam a marcar a diferença
Para Ângelo Silva, uma das principais vantagens do Mundialito está precisamente na capacidade de concentrar vários jogos e vários escalões no mesmo espaço.
O presidente da Junta destacou a coexistência de relvado natural e sintético, bem como a possibilidade de receber diferentes competições em simultâneo.
“O torneio tem uma diferenciação muito provocada pela estrutura de infraestruturas que tem”, afirmou.
Essa realidade, considera, permite ao FC Cesarense oferecer uma experiência diferente da que existe noutros torneios da região: “Tem de saber aproveitar aquilo que tem para fazer um pouco diferente aquilo que se vê nos outros clubes aqui à nossa volta.”
Calendário precisa de ser repensado
Apesar da avaliação positiva, Ângelo Silva admite que a crescente proliferação de torneios está a criar dificuldades aos clubes organizadores.
O autarca concorda com as preocupações manifestadas por dirigentes do FC Cesarense relativamente à coincidência de datas e considera que o calendário deverá ser revisto nos próximos anos. “A sobreposição de eventos desta natureza não é boa para ninguém”, afirmou.
Segundo o presidente da Junta, a realização simultânea de vários torneios dificulta a participação de equipas, dispersa recursos e reduz o impacto que cada evento poderia ter individualmente. “A recalendarização por parte dos clubes terá que ser feita e o Cesarense não poderá fugir à regra.” Ao fim de dez edições, Ângelo Silva acredita que o Mundialito já garantiu um lugar próprio no calendário desportivo da região. O desafio, considera, passa agora por continuar a crescer sem perder a capacidade de atrair visitantes e projetar a freguesia para lá dos limites do futebol.