14 Jun 2026
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Responsáveis do FC Cesarense, padrinhos da prova e autarcas destacam ambiente vivido no primeiro fim de semana, mas admitem desafios para os próximos anos
O Mundialito Cesaz arrancou com dezenas de jogos, centenas de atletas e uma mensagem comum entre dirigentes, treinadores e responsáveis locais: a importância da formação continua a justificar o esforço de organização de um dos maiores torneios juvenis da região, mas os desafios para o futuro são cada vez mais evidentes.
As reflexões surgiram das declarações recolhidas pelo Correio de Azeméis e pela Azeméis TV durante o primeiro fim de semana da 10.ª edição da competição.
Francisco Murcela, coordenador da Formação do FC Cesarense, destacou o papel educativo do futebol e defendeu que os escalões jovens devem ser encarados como um investimento estratégico para os clubes.
“O futebol na formação tem uma capacidade única de aproximar pessoas. Ensina-nos a trabalhar em equipa, a respeitar adversários, a lidar com vitórias e derrotas e, acima de tudo, a crescer enquanto seres humanos”, afirmou.
O responsável aproveitou ainda para defender uma maior ligação entre os escalões de formação e a equipa sénior, considerando que os jovens precisam de encontrar perspetivas de continuidade dentro do clube.
Entre as preocupações manifestadas durante o arranque da prova esteve também a crescente concentração de torneios no mês de junho.
Renato Castro, vice-presidente da Formação do FC Cesarense, considera que a realidade atual é muito diferente da que existia quando o Mundialito surgiu.
“Junho está a ficar inundado de torneios. Qualquer clube faz um torneio e isso cria muitas dificuldades”, afirmou.
O dirigente defende mesmo que o evento deveria regressar ao último fim de semana de junho, altura em que, na sua opinião, existe menos concorrência por equipas e árbitros.
Também Ângelo Silva, presidente da Junta de Freguesia de Cesar, considera que a sobreposição de eventos semelhantes deve ser repensada. O autarca entende que a coincidência de datas prejudica os clubes organizadores e dificulta a participação das equipas.
Apesar dessas dificuldades, os responsáveis locais destacam o impacto que o Mundialito continua a ter em Cesar.
Ângelo Silva considera que o torneio ajuda a promover a freguesia, atrai visitantes e cria movimento no comércio e na restauração.
“O Mundialito é já por tradição um torneio importante para o clube”, afirmou, defendendo que a iniciativa beneficia não apenas o FC Cesarense, mas toda a comunidade local.
A mesma ideia foi partilhada por vários intervenientes ao longo do primeiro fim de semana da competição.
Os padrinhos da edição de 2026, Manuel Francisco e Justino Marques, aproveitaram igualmente a presença no torneio para sublinhar a importância da formação.
Manuel Francisco destacou o ambiente de convívio proporcionado pela competição, enquanto Justino Marques alertou para a necessidade de os pais deixarem os jovens desfrutar do jogo sem pressões excessivas.
“Primeiro eles têm de estudar e divertir-se a jogar futebol. Se serão craques ou não, o tempo o dirá”, afirmou.
Depois do arranque nos dias 13 e 14 de junho, o Mundialito Cesaz prossegue no próximo fim de semana, reunindo dezenas de equipas e centenas de jovens atletas no Complexo do Mergulhão.