“Nós lutamos para manter a columbofilia”

Columbofilia

A Sociedade Columbófila de Macieira de Sarnes encerrou a época com um jantar convício e com a entrega de prémios aos vencedores

Columbofilia> Arlindo Barbosa lamenta por cada associação que se vê obrigada a fechar portas

A dupla Miranda & André foi a grande vencedora da campanha desportiva da Sociedade Columbófila de Macieira de Sarnes. Os campeonatos de especialidade tiveram três vencedores diferentes, o que revela que esta foi uma competição equilibrada. Manuel Sousa Silva venceu o Campeonato de Velocidade, João Oliveira conquistou o 1º lugar do Campeonato de Meio-Fundo, enquanto a dupla Rui & Paulo Ribeiro liderou o Campeonato de Fundo. Por sua vez, o Campeonato de Borrachos foi ganho pela equipa Lino & Filipe.
No passado dia 5 de setembro, a coletividade realizou o jantar de encerramento da campanha desportiva e premiou os vencedores dos campeonatos de 2026. “Somos muitos, temos sempre uma casa composta. Somos 35 columbófilos que disputámos o campeonato 2026 e esta é sempre uma festa de família que nos apraz muito e é o encerramento da nossa campanha”, começou por explicar Arlindo Barbosa, presidente da Assembleia Geral, aos microfones da Azeméis TV. 
O dirigente lançou um olhar sobre o futuro da modalidade e lembrou que já foram 72 coletividades e, atualmente, existem “menos de 60”. “No meio columbófilo constatamos que, todos os anos, há uma diminuição muito grande na columbofilia, mas nós lutamos para que, pelo menos, não se feche as portas”, afirmou Arlindo Barbosa, dando conta da dificuldade em captar novos praticantes para a modalidade. “Nós lutamos para manter a columbofilia, é um desporto praticado pelas pessoas mais velhas, está difícil trazer gente nova. No próximo ano conquistamos mais um columbófilo e isso, para nós, é uma vitória”, ressalvou o dirigente, que antevê uma redução no número de columbófilos em Macieira de Sarnes no próximo ano. “Vamos fazer uma projeção de 30 columbófilos para 2027”, apontou.
Além do trabalho diário que a columbofilia exige, Arlindo Barbosa aponta as dificuldades económicas como um fator que leva os columbófilos a desistir desta modalidade, mas adianta uma solução. “Exige 365 dias de dedicação por ano, estamos na fase de procriação de borrachos, estamos a reforçar a colónia com novos pombos e exige trabalho no ano inteiro. A columbofilia é o desporto que nós amamos e que nos ocupa o tempo. Está cada vez mais caro, a vida cada vez mais difícil, mas se diminuirmos os pombos e a quantidade de pombos que nós mandamos, diminuímos a despesa e conseguimos praticar esta modalidade que tanto amamos”.
Arlindo Barbosa, e os seus irmãos, estão na columbofilia por influência do pai, Carlos Barbosa, que esteve nesta modalidade durante 60 anos. “O meu pai foi columbófilo até morrer, concorremos com o nome do meu pai ‘Carlos Barbosa’, mas em 2027 vai ser o último ano que estamos em casa do meu pai porque a casa vai ser vendida. É com muita pena porque estamos sempre à espera de arranjarmos uma solução”, lamentou Arlindo Barbosa, prometendo que “não deixamos a chama de Carlos Barbosa apagar na columbofilia”.

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