22 Jul 2026
Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha entregou diplomas aos novos licenciados
> Desafio é agora unir competência e humanidade
A Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa celebrou a conclusão das licenciaturas em Enfermagem, Fisioterapia, Osteopatia e Acupuntura, numa cerimónia marcada por apelos à competência, ética, formação contínua e humanização dos cuidados de saúde.
A cerimónia de encerramento das licenciaturas da Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa ficou marcada por mensagens de esperança, responsabilidade e compromisso com o futuro dos cuidados de saúde. Perante um auditório repleto de familiares, docentes e representantes institucionais, os recém-licenciados em Enfermagem, Fisioterapia, Osteopatia e Acupuntura foram desafiados a exercer as suas profissões com rigor científico, mas também com uma profunda dimensão humana.
Na abertura da sessão, o presidente da Associação Académica, Rafael Pereira, destacou que o percurso académico vai muito além da aquisição de conhecimentos técnicos. "Hoje não celebramos apenas o fim de uma licenciatura, celebramos anos de esforço, de persistência, de crescimento e de superação", afirmou, sublinhando que os estudantes aprenderam "a cuidar, a ouvir, a compreender, a ter empatia e a colocar o outro no centro daquilo que fazemos".
Num dos momentos mais emotivos da cerimónia, Rafael Pereira dirigiu uma mensagem à estudante de Fisioterapia Soraya, impossibilitada de estar presente devido a problemas de saúde. .
O presidente do Conselho de Direção da escola, Henrique Pereira, recordou que a obtenção do diploma representa apenas o início de uma aprendizagem contínua. "O profissional de saúde tem de ser estudante para toda a vida", afirmou, apelando aos finalistas para que nunca deixem de aprender e mantenham sempre a curiosidade científica.
Na sua intervenção, deixou ainda quatro recomendações para o futuro profissional dos diplomados: continuar a aprender, exercer a profissão com humanidade, valorizar o trabalho em equipa e cuidar da própria saúde física e psicológica.
Dirigindo-se aos estudantes, Henrique Pereira lembrou ainda que "a competência abre portas, mas é o compromisso que faz a diferença", reforçando que "o vosso sucesso é também o nosso sucesso".
A vogal da Direção Regional do Centro da Ordem dos Fisioterapeutas, Joana Rosado, dirigiu-se especialmente aos primeiros licenciados em Fisioterapia da instituição, lembrando-lhes que passam agora a ser "os primeiros embaixadores deste curso". Destacou que "as profissões de saúde exigem conhecimento científico, rigor técnico e competência, mas também humanidade", incentivando os novos profissionais a manterem uma aprendizagem permanente.
Em representação da Ordem dos Enfermeiros, Paulo Oliveira sublinhou que a profissão "não assenta apenas na vocação ou no saber técnico", lembrando que "cuidar é, antes de tudo, um ato ético". Aos novos enfermeiros pediu que nunca percam "a capacidade de olhar o outro na sua fragilidade e de reconhecer um ser humano".
O vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Rui Luzes Cabral, recordou o impacto que a Escola Superior de Saúde tem tido no concelho desde a sua criação e desafiou os recém-licenciados a levarem consigo as memórias da cidade. Na despedida, deixou um conselho: "Não desperdicem a vida com coisas menores (...). Sejam sensatos, ouçam muito e falem menos".
Em representação da Direção Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, Maria do Carmo Neves recordou a tradição humanitária da instituição e a responsabilidade que acompanha o exercício das profissões da saúde. "O diploma que hoje recebem não representa o fim da aprendizagem", afirmou, defendendo que "na saúde, aprender ao longo da vida é uma obrigação profissional e moral".
A responsável sublinhou ainda que "nenhuma tecnologia poderá substituir totalmente a responsabilidade ética, o discernimento e a relação humana que estão no centro do cuidar", apelando aos novos profissionais para que unam "ciência e humanidade, conhecimento e compaixão".
Os coordenadores dos diferentes cursos reforçaram igualmente a importância da formação contínua, da humildade e do compromisso com os doentes, enquanto os representantes dos finalistas recordaram as dificuldades superadas ao longo do percurso académico, agradecendo o apoio de docentes, famílias e colegas.
A cerimónia terminou com a entrega simbólica dos diplomas, assinalando o encerramento de um ciclo académico.