1 Oct 2026
António Costa, diretor executivo da Novarroz, revelou que a empresa fatura 112 mlhões e apresentou novos planos de investimento da empresa durante o painel promovido pela Azeméis TV no Há Festa na Aldeia
Ul> destinada a produzir refeições prontas
A empresa de Ul mantém um ritmo de crescimento a dois dígitos e prepara uma nova fábrica dedicada às refeições prontas. António Costa aponta para um horizonte de cerca de dois anos para estar concluída uma fase deste investimento.
A Novarroz prepara a entrada numa nova área de negócio. Depois de vários anos de crescimento e de reforço da presença internacional, a empresa está a desenvolver um investimento numa fábrica dedicada à produção de refeições prontas, mantendo o arroz como matéria-prima de base.
“A Novarroz está agora direcionada para fazer uma nova fábrica de refeições prontas, que é uma tendência”, revelou António Costa, diretor executivo da empresa. Sobre o calendário do projeto, limitou-se a adiantar que “daqui a dois anos estará terminada uma fase” do investimento.
A novidade foi revelada a Eduardo Costa durante o painel promovido pela Azeméis TV no Há Festa na Aldeia, no Parque Temático Molinológico. Questionado pelo moderador sobre a possibilidade de os consumidores virem a encontrar produtos Novarroz prontos a consumir, António Costa confirmou a aposta, embora sem revelar ainda as receitas que estão a ser preparadas.
“Não posso dizer quais são as receitas”, respondeu, explicando que este é um segmento já mais desenvolvido noutros países europeus e que começa também a ganhar espaço em Portugal.
Faturação chegou aos 112 milhões
O novo investimento surge num período de forte crescimento da empresa. “A Novarroz tem feito investimentos nos últimos anos muito significativos e tem crescido a dois dígitos”, afirmou António Costa.
O responsável colocou números nessa evolução: “A empresa faturava 50 milhões e agora fatura 112 milhões de euros. O crescimento tem sido muito, muito forte.”
Segundo o empresário, esse percurso foi acompanhado por investimentos em armazenagem e equipamentos, mas também na qualidade e inovação, necessários para responder às exigências dos diferentes mercados.
A exportação representa atualmente cerca de 65% da produção. “Exportamos para 50 e tal países”, adiantou António Costa, apontando a Jordânia e outros mercados árabes entre os destinos relevantes, a par de vários países europeus.
Carolino encontra mercado no estrangeiro
A conversa no Há Festa na Aldeia passou também pela mudança dos hábitos de consumo. António Costa explicou que o arroz carolino perdeu espaço no mercado nacional para o agulha e para outras variedades.
“Há uns anos para cá tem-se vindo a verificar uma alteração dos hábitos de consumo. Há muitos anos praticamente as pessoas comiam arroz carolino. Com a introdução do arroz agulha, os hábitos foram-se alterando”, explicou.
Apesar dessa quebra em Portugal, o carolino encontrou procura no exterior. “Chegámos à conclusão de que o arroz carolino é muito valorizado por países que gostam de arroz”, referiu o diretor executivo.
A Novarroz trabalha por isso com produtores na escolha de variedades destinadas a mercados específicos, disponibilizando sementes e apoiando financeiramente o início das campanhas. “Nós queremos ter as variedades que nos interessam e esta parceria é interessante para as duas partes”, resumiu António Costa.
A empresa mantém, ao mesmo tempo, a ligação a Ul, onde está implantada e onde o arroz continua a fazer parte da memória industrial local. “A Novarroz valoriza muito as suas raízes. Se é o que é hoje, nasceu aqui com as tradições que existiam e com os moinhos”, afirmou o empresário.