23 Jul 2026
A entrada em regime livre na Piscina Municipal passa de três para cinco euros e a mensalidade aumenta de 30 para 40 euros na época 2026/2027.
A entrada em regime livre passa de três para cinco euros e a mensalidade sobe de 30 para 40. Hélder Simões sustenta que os novos valores continuam abaixo da inflação acumulada e destaca os aumentos mais moderados nas modalidades destinadas a crianças e a utilizadores da natação terapêutica.
“Aquilo que está a ser corrigido não corrige sequer a inflação”, afirma Hélder Simões. Segundo o vereador vereador do desporto da câmara municipal de Oliveira de Azeméis, se os preços tivessem sido atualizados anualmente, os valores agora aprovados continuariam entre 2% e 27% abaixo do que resultaria dessa atualização.
Os preços da Piscina Municipal não eram revistos desde 2014 e o executivo optou, agora, por concentrar a atualização na época desportiva de 2026/2027, tendo em conta os custos do equipamento e os valores praticados nas piscinas dos concelhos vizinhos.
O maior aumento percentual verifica-se na entrada em regime livre na pista ou no tanque, para utilizadores com mais de três anos. O preço passa de três para cinco euros, uma subida de 66,7%.
A utilização pontual por maiores de 16 anos aumenta 50%, de cinco para 7,50 euros. O pacote de dez entradas passa de 21 para 30 euros, mais 42,9%, enquanto a mensalidade do regime livre sobe de 30 para 40 euros, um aumento de 33,3%.
A inscrição passa de oito para dez euros e a emissão de uma segunda via do cartão aumenta de 3,50 para cinco euros. A reinscrição mantém-se nos cinco euros.
Hélder Simões explicou que a construção do tarifário procurou proteger algumas modalidades com maior função social. A natação terapêutica mantém-se nos 30 euros para uma aula semanal e nos 40 euros para duas.
Na natação para bebés, a mensalidade de uma aula por semana passa de 16 para 20 euros e a de duas aulas sobe de 21 para 25 euros.
A aprendizagem e aperfeiçoamento para menores de 18 anos aumenta de 17 para 20 euros, uma vez por semana, e de 23 para 28 euros, duas vezes por semana. Para os adultos, os mesmos regimes passam, respetivamente, de 22 para 25 euros e de 30 para 35 euros.
Segundo Hélder Simões, a intenção foi aplicar aumentos inferiores na natação terapêutica, na natação para bebés e na aprendizagem até aos 18 anos. Nas restantes modalidades, o Município pretende compensar parte das subidas através dos descontos sociais e dos preços reduzidos em horários de menor procura.
A hidroginástica aumenta de 25 para 30 euros, numa aula semanal, e de 35 para 40 euros, em duas aulas. No hidrodeep e no hidrobike, os preços passam de 20 para 25 euros, para uma aula por semana, e de 28 para 35 euros, para duas. O tarifário introduz ainda a modalidade HidroExpress, com preços de 15 ou 25 euros, consoante a frequência semanal. Os cursos intensivos de duas semanas passam de 30 para 35 euros para crianças e de 40 para 45 euros para adultos.
Também a utilização das pistas por grupos fica mais cara. Uma pista de 50 metros para grupos até 16 pessoas passa de 75 para 85 euros por hora. A pista de 25 metros aumenta de 40 para 50 euros e a utilização de metade do tanque de aprendizagem sobe de 60 para 70 euros.
A revisão representa mais dez euros mensais para quem utiliza a piscina em regime livre. Nas aulas duas vezes por semana, os aumentos variam entre quatro e sete euros por mês, consoante a modalidade.
Uma família com mais do que um utilizador poderá, assim, acumular vários aumentos. O executivo argumenta, contudo, que os valores cobrados continuam abaixo do custo económico calculado para o funcionamento da piscina.
No regime livre, por exemplo, o estudo estima um custo mensal de 145,92 euros por utilizador, considerando 24 entradas. A mensalidade cobrada será de 40 euros, ficando a diferença suportada pelo Município.
O peso dos novos valores no orçamento familiar foi uma das questões levantadas durante a última reunião de Câmara. Manuel Almeida reconheceu que os preços não eram atualizados há vários anos e considerou legítima a revisão, mas entendeu que faltou avaliar melhor as consequências para os utilizadores.
“A proposta não demonstra de forma suficientemente clara os critérios utilizados para definir os novos valores nem apresenta uma avaliação do impacto social que estes aumentos poderão ter no acesso da população à prática desportiva”, afirmou o vereador do CHEGA.
Hélder Simões respondeu que as diferenças entre as modalidades resultam da tentativa de equilibrar os custos, a frequência da utilização e a proteção dos públicos mais jovens. O vereador destacou também a manutenção dos descontos sociais e a inclusão de serviços que estiveram desativados.
O objetivo, acrescentou, é passar a atualizar os preços anualmente de acordo com a inflação, evitando que volte a ser necessário concentrar vários anos de aumentos numa única revisão. A Câmara pretende igualmente aumentar o número de utilizadores, procurando distribuir os custos por uma base mais alargada.
A definição dos preços teve também em conta os valores praticados nas piscinas dos concelhos vizinhos. Segundo o executivo, algumas modalidades ficam acima e outras abaixo dos equipamentos comparados, mas o tarifário está globalmente alinhado com a média regional.
Joaquim Jorge defendeu que a piscina não deve gerar lucro, mas também não pode acumular défices que acabem por ser transferidos para o futuro. “Aquilo que existe numa Câmara Municipal não existe para dar lucro. Existe para aplicar bem os impostos dos oliveirenses”, afirmou o presidente.
Continua a ser aplicado um desconto de 10% por cada inscrição familiar adicional, de 5% no pagamento semestral ou por débito direto e de 10% na inscrição numa segunda modalidade.
Os titulares do Cartão Azeméis Social mantêm uma redução de 50% no regime livre em horário azul e de 20% nos restantes horários. A utilização da sauna e do banho turco fica incluída nas entradas de regime livre.
O tarifário foi aprovado por maioria, com a abstenção do CHEGA.