23 Jul 2026
> Eduardo Costa
Aos 88 anos o famoso ator norte-americano Antony Hopkins, vencedor de dois Óscares, decidiu mudar para outra carreira, que disse ser um sonho de sempre: músico. A 21 de agosto próximo o ator (ou ex-ator…) vai lançar o seu primeiro álbum.
“A música foi o meu primeiro desejo, a minha primeira vontade. Componho música desde sempre. Algumas dessas peças acompanham-me há décadas e ainda hoje volto a elas”. Aí está uma revelação de um lado escondido do enorme Antony Hopkins.
Esta revelação leva a uma questão de suma importância nos dias que correm. O desejo de prolongar o tempo de vida com saúde está nos máximos. A prevenção de doenças tem sido um foco. Das pessoas e do investimento do Estado.
Portugal é um dos países mais envelhecidos da Europa. Não só pela lado menos bom de que há menos crianças a nascer, mas também pelo lado positivo de que a esperança de vida está a subir. Vivemos mais tempo. E dizem as estatísticas, com qualidade, isto é, saudáveis.
Embora tenhamos que ter presente de que a média de esperança de vida tem aumentado com a imigração.
Em suma: esta ‘coisa’ de ser “idoso” aos 65 anos já não é uma realidade. Beneficiar de uma merecida aposentadoria após 40 anos de trabalho é mais do que merecido. Viver com qualidade o mais tempo possível é muito merecido também.
Mas, dizem os especialistas que não podemos deixar de produzir. O nosso cérebro funciona como o nosso corpo: sem atividade vai morrendo e com ele a vida. E aqui voltamos a lembrar e exemplo do famoso ator Antony Hopkins.
Vamos ser jovens até ao fim dos nossos (longos!) dias!
* Jornalista, presidente da Ass. Nac. da Imprensa Regional (Esta crónica é publicada por cerca de 50 jornais)