17 Jun 2026
Futebol Futebol Clube Cesarense
O Mundialito gera uma grande movimentação de pessoas na freguesia
Ganha Cesar, ganha o concelho e ganha a região
Numa apresentação marcada pelos números da 10.ª edição do Mundialito Cesaz, Carlos Costa Gomes levou a discussão para outro terreno. O presidente da assembleia de freguesia de Cesar falou de gratidão, de comunidade e do papel que o torneio passou a ter na vida da vila
“Parece que se vai instaurando na Vila de Cesar uma cultura de gratidão, e creio que isso é importante”, afirmou, a propósito da homenagem a Manuel Francisco e Justino Marques, escolhidos como padrinhos da edição de 2026.
Para Carlos Costa Gomes, reconhecer quem trabalhou pelo clube e pela freguesia é uma forma de manter viva a memória coletiva. “Esta cultura de gratidão é fundamental porque é ela que nos une enquanto valores, enquanto estrutura e enquanto cidadãos”, defendeu.
Um projeto que já não é só do Cesarense
O presidente da assembleia de freguesia foi mais longe e apresentou o Mundialito como uma iniciativa que ultrapassou o âmbito do FC Cesarense. “Constitui um momento de afirmação de um projeto que já não é só do Cesarense, mas também é da comunidade”, disse.
Na sua leitura, o torneio envolve jovens atletas, voluntários, famílias, clubes visitantes, associações e instituições locais. Por isso, considerou que a presença da assembleia de freguesia na apresentação era também uma forma de reconhecer uma iniciativa que promove participação cívica, associativismo e formação das novas gerações.
“O Mundialito tem sido um excelente exemplo de espírito de cooperação e de compromisso com a comunidade”, acrescentou.
Dois fins de semana que mexem com Cesar
A importância do torneio para a freguesia foi também sublinhada por Ângelo Silva. O presidente da junta de freguesia de Cesar lembrou que a prova movimenta centenas de atletas, centenas de voluntários e milhares de visitantes.
Para o autarca, o impacto sente-se sobretudo nos dias de competição. As famílias que acompanham os jovens atletas precisam de almoços, pequenos-almoços e lanches, o que acaba por dinamizar a oferta local.
“É um evento importante para o futebol, mas também é importante para a envolvência que dá à Vila de Cesar”, afirmou Ângelo Silva, defendendo que o Mundialito valoriza o clube, a freguesia e a economia local.
Ganhar sem perder valores
Carlos Costa Gomes aproveitou ainda a intervenção para deixar uma mensagem aos jovens atletas, treinadores e dirigentes que participam no torneio. O responsável defendeu que o sucesso do Mundialito não deve ser medido apenas por resultados ou troféus.
“O verdadeiro sucesso deste torneio não se mede pelos resultados ou pelos troféus alcançados, mas pela forma como competimos, pelo espírito desportivo e pelo respeito que demonstramos pelos adversários, pelas equipas de arbitragem e por todos aqueles que tornam possível a realização deste Mundialito”, afirmou.
O presidente da assembleia de freguesia pediu que a competição seja também exemplo de respeito mútuo, fair play e compromisso ético no futebol. “É importante ganhar um jogo, mas é importante ganhar o respeito. Devem fazer tudo para ganhar, mas não vale tudo para não perder”, disse.
Foi nesse ponto que a homenagem aos padrinhos e a referência a Pedro Rodrigues voltaram a ganhar sentido. Para Carlos Costa Gomes, reconhecer Manuel Francisco, Justino Marques e o antigo presidente ligado à origem do torneio é também valorizar “os triunfos que permanecem para a vida”.
O Mundialito prossegue nos dias 20 e 21 de junho, depois do primeiro fim de semana de competição, como um torneio de futebol de formação, mas também como uma iniciativa que mobiliza a freguesia, projeta Cesar e reforça a ligação entre clube, instituições e comunidade.
A ideia de projeção territorial é destacada também por Hélder Simões, que defende que iniciativas como o Mundialito “valorizam o território” e criam condições para a prática desportiva. Para o vereador, o impacto ultrapassa a freguesia: ganha Cesar, ganha o concelho e ganha a região.