Obra na ETAR de Ossela preparada para "arrancar de imediato"

Ossela Concelho

FILIPE RODRIGUES (AD) QUESTIONOU FUNCIONAMENTO E ACOMPANHAMENTO DA INFRAESTRUTURA

Filipe Rodrigues, eleito da AD, levou à Assembleia Municipal documentação da APA sobre problemas antigos na estação e questionou como foi assegurado o tratamento das águas residuais. Joaquim Jorge reconheceu que o decantador secundário "nunca funcionou bem" e anunciou avanços na modernização.

A intervenção na ETAR de Ossela, num investimento que deverá rondar os 11 milhões de euros, está a ser preparada para "arrancar de imediato". A garantia foi deixada pelo presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge, depois de Filipe Rodrigues ter levado à Assembleia Municipal várias questões relacionadas com o funcionamento da estação e com o acompanhamento ambiental feito pelo município.

Filipe Rodrigues começou por criticar a resposta dada anteriormente pela Câmara a um pedido de informação sobre a poluição das linhas de água e os sistemas de saneamento. Segundo relatou, o município encaminhou as questões para a Associação de Municípios das Terras de Santa Maria e para a concessionária da água, levando-o a questionar se a Câmara dispõe de serviços próprios que acompanhem o estado das linhas de água, o saneamento e o funcionamento das ETAR ou se esse acompanhamento fica dependente de entidades externas.

APA apontava avaria no decantador

Sobre Ossela, Filipe Rodrigues invocou documentação da Agência Portuguesa do Ambiente que, segundo afirmou, identificava em agosto de 2023 uma avaria grave no decantador secundário, num contexto de funcionamento deficiente da estação. Acrescentou que, em abril de 2025, ainda estaria documentada uma intervenção destinada a avaliar a possibilidade de recolocar o equipamento em funcionamento.

Perante este histórico, questionou quando foi efetivamente reparado e reposto em funcionamento o decantador e, sobretudo, que solução foi encontrada para garantir o tratamento adequado das águas residuais durante o período em que aquele equipamento esteve indisponível. Questionou ainda o estado concreto da obra, a contratação, a consignação e os prazos previstos para a conclusão da modernização.

Na resposta, Joaquim Jorge reconheceu os problemas antigos do equipamento. "O decantador secundário estava lá há muitos anos. Nunca funcionou bem", afirmou, explicando que a ETAR dispõe apenas de uma linha de tratamento, o que dificulta operações de manutenção profunda sem interromper o funcionamento da estação.

O presidente da Câmara considerou, por isso, o investimento "absolutamente crítico", não apenas para atualizar tecnologicamente a ETAR, mas também para permitir operações de manutenção que considerou essenciais para garantir a qualidade do efluente tratado.

Reunião para obra avançar

Joaquim Jorge revelou ainda que, na véspera da Assembleia, os presidentes da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria estiveram reunidos com o consórcio envolvido na intervenção e com a Factor Ambiente para definir "tudo o que era necessário para a obra arrancar de imediato".

No próprio dia da sessão, acrescentou, foi também assinado nas instalações da ETAR um dos lotes relacionado com uma unidade de produção de energia para autoconsumo. O investimento global referido pelo autarca ronda os 11 milhões de euros.

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