26 Sep 2026
As falhas no fornecimento de leite escolar estão a afetar várias escolas do concelho, confirmou Joaquim Jorge na Assembleia Municipal (Foto: DG Educação)
A ausência de leite escolar denunciada na EB1 de Pindelo não é um caso isolado. Joaquim Jorge revelou na Assembleia Municipal que o fornecedor não está a garantir as quantidades e a frequência contratadas em várias escolas e que o município terá de avançar para a rescisão do contrato e lançar um novo concurso.
As falhas na distribuição de leite escolar estão a afetar várias escolas do concelho de Oliveira de Azeméis. A confirmação foi deixada pelo presidente da Câmara, Joaquim Jorge, depois de Pedro Cravo (CHEGA) ter levado à Assembleia Municipal o caso da EB1 de Pindelo, onde, segundo a informação apresentada pelo eleito, os alunos estarão sem receber este apoio desde dezembro de 2025.
Pedro Cravo chamou a atenção para uma situação que, a confirmar-se, se prolonga há cerca de dez meses e pediu explicações sobre a origem do problema, querendo saber se se tratava de uma falha contratual, de distribuição ou de uma situação específica daquela escola.
"Estamos a falar de um apoio alimentar destinado a crianças", sublinhou, considerando que uma interrupção com esta duração exige uma explicação e uma solução.
Na resposta, Joaquim Jorge esclareceu que a situação ultrapassa a EB1 de Pindelo.
"O problema não é da EB1 de Pindelo, é de várias escolas", afirmou.
Segundo o presidente da Câmara, a origem está no fornecedor contratado, que não estará a assegurar o leite escolar "nas quantidades e com a frequência contratada".
A Câmara está, por isso, a preparar a rescisão do contrato com a empresa fornecedora.
Joaquim Jorge explicou ainda que, segundo o entendimento dos serviços jurídicos municipais, não é possível entregar diretamente o fornecimento à empresa que ficou classificada em segundo lugar no procedimento anterior.
Essa impossibilidade obriga o município a avançar para um novo concurso.
O presidente da Câmara alertou, contudo, que se trata de um procedimento de valor elevado, complexo e que pode tornar-se moroso, não tendo avançado na Assembleia uma data concreta para a normalização do fornecimento.