14 Aug 2026
Vasco, Leonor, Matilde, Mariana, José e Rodrigo entrevistaram Isabela Santos, numa conversa que passou pelas dificuldades do percurso, pela responsabilidade de representar Portugal e pela ambição de chegar longe no Miss Universo
Rodrigo começou por querer saber qual é a parte mais difícil de ser Miss Portugal. Leonor levou Isabela Santos a recordar o bullying, a ansiedade e um problema grave de visão; Vasco perguntou-lhe o que significa representar o país; e Mariana apontou diretamente ao futuro, desafiando-a sobre as possibilidades de alcançar um bom resultado no Miss Universo.
Rodrigo começou por uma pergunta que obrigou Isabela Santos a pensar: qual é, afinal, a parte mais difícil de ser Miss Portugal?
A resposta não passou pelo trabalho ou pela preparação exigida pelos concursos, mas pela exposição que acompanha o título. Isabela falou da necessidade de enfrentar comentários negativos e, sobretudo, de não permitir que estes se transformem numa forma de “auto-sabotagem”.
Leonor aprofundou ainda mais o lado difícil do percurso. Quando lhe perguntou pelos desafios que tinha enfrentado, Isabela recuou à infância e revelou ter sofrido bullying durante vários anos, numa altura em que tinha excesso de peso e em que falar do sonho de um dia ser Miss podia tornar-se mais um motivo para ser alvo dos colegas.
Na adolescência surgiu a ansiedade, com a qual admite continuar a lidar. Mais tarde, já adulta, apareceu um problema físico particularmente sério: Isabela tem pouca visão no olho direito e, em 2022, sofreu três descolamentos de retina que obrigaram a intervenções cirúrgicas.
A situação teve consequências diretas no percurso dos concursos. Nessa altura detinha já um título nacional e preparava uma participação internacional, mas teve de desistir da competição para ser operada e cuidar da saúde.
Depois de uma conversa marcada pelas dificuldades, Vasco colocou a questão noutro plano: como é representar Portugal?
Isabela falou numa responsabilidade “muito grande”. Na faixa, disse sentir que transporta um país de tradições e cultura, mas também os sonhos, as causas e as pessoas que procura representar. A responsabilidade é pesada, reconheceu, mas corresponde também a “uma honra muito grande”.
Matilde quis saber se esta ambição já existia quando Isabela era criança. A Miss Portugal confirmou que se imaginava naquele lugar desde muito pequena e que começou, aos 15 anos, a trabalhar de forma efetiva para chegar ao título.
José voltou à dimensão do esforço e perguntou se tinha sido difícil chegar até ali. Isabela contou cerca de dez anos de trabalho desde 2015 e deixou-lhe uma mensagem centrada no compromisso, na responsabilidade e na resiliência.
Mariana ficou com a pergunta que empurrou toda a conversa para o futuro: acredita que vai conseguir um bom lugar no Miss Universo?
Isabela não prometeu resultados, mas fixou uma ambição. Quer trabalhar para levar Portugal o mais longe possível e gostaria de alcançar a melhor classificação alguma vez obtida pelo país no concurso internacional.
Entre a pressão que Rodrigo colocou em cima da mesa e a ambição lançada por Mariana, as perguntas das crianças acabaram por mostrar duas faces do mesmo percurso: aquilo que Isabela Santos já teve de ultrapassar e o que ainda procura conquistar.
“NÃO ME AUTO-SABOTAR COM OS COMENTÁRIOS MENOS POSITIVOS” “Talvez seja esta a parte mais difícil: conseguir superar esta parte e não me auto-sabotar com os comentários um bocadinho menos positivos de algumas pessoas.” Isabela Santos, Miss Portugal 2026
“CARREGO MUITOS SONHOS, MUITAS CAUSAS SOCIAIS, MUITAS PESSOAS” “Representar Portugal é uma responsabilidade muito grande. Carrego toda essa representatividade comigo.” Isabela Santos, Miss Portugal 2026
“GOSTAVA DE TRAZER A MELHOR CLASSIFICAÇÃO QUE PORTUGAL JÁ OBTEVE” “Vou dar o meu melhor para trazer a melhor classificação que conseguir para Portugal. Gostava muito de trazer a melhor classificação que Portugal já obteve num concurso internacional do Miss Universo.” Isabela Santos, Miss Portugal 2026