25 Jun 2026
> João Figueiredo
Quando se fala em política, rapidamente pensamos em partidos ou eleições. Esquecemo-nos de que a política mais real se faz à nossa porta, no nosso dia a dia. Decisões como os horários dos autocarros, a criação de ciclovias, a dinamização de espaços culturais, investimento em infraestruturas desportivas ou apoios que beneficiam afetam diretamente quem estuda e quem vive no concelho. E ninguém sente mais o impacto destas escolhas do que os jovens.
Do meu ponto de vista, a resposta para a pergunta é claramente sim. Não é do seu interesse esperar até ser adulto para desenvolver uma voz ativa. Quem está nas escolas, nas faculdades ou a iniciar a carreira aqui em Oliveira de Azeméis vive também os problemas diários, conhece a realidade da sua geração e consegue identificar necessidades que, muitas vezes, passam despercebidas aos adultos.
Apoio integralmente projetos como a Assembleia Municipal Jovem, pois mostram que os jovens têm capacidade para refletir sobre temas importantes e contribuir com propostas. Quando lhes é dada essa oportunidade, felizmente, têm vindo a demonstrar responsabilidade e interesse pelo futuro da sua terra. Ao mesmo tempo, esta participação ajuda a combater o seu recente afastamento em relação à política.
Apesar de tudo, há ainda quem considere que os jovens não têm maturidade suficiente para dar a sua opinião sobre certos assuntos. Considero que essa ideia já não faz sentido. Hoje em dia, estão cada vez mais informados e atentos ao que acontece à sua volta e ignorar as suas opiniões pode significar uma perda de uma perspectiva importante, sem desvalorizar, como é óbvio, a voz da experiência dos mais velhos, porque de facto, aprendemos bastante com eles.
Assim, acredito que mais do que o futuro, os jovens também são o presente e permitir que se integrem na política local é uma forma de garantir um concelho mais inclusivo e preparado para os desafios destes próximos anos.
* Estudante