14 Jul 2026
Futebol Clube Cesarense Desporto
As eleições no FC Cesarense decorrem hoje, entre as 18h e as 20h, na Casa da Leitura, em Cesar
As eleições são esta noite: O impasse diretivo do FC Cesarense está prestes a chegar ao fim. Na Assembleia Geral Extraordinária realizada na passada de terça-feira, Pedro Freitas foi anunciado como candidato à presidência do FC Cesarense.
A segunda Assembleia Geral Extraordinária, no espaço de uma semana, revelou fumo branco quanto ao futuro do FC Cesarense. Sem direção desde o final de maio, altura em que o presidente Luís Pinho e outros três diretores pediram a demissão, o clube vai a votos esta noite para eleger os órgãos sociais para o próximo biénio. Pedro Freitas, ausente da assembleia por estar fora do país, foi apresentado como candidato a assumir a presidência do clube e, assim, permitiu aos associados presentes na Casa da Leitura, em Cesar, respirar de alívio.
Sérgio Tavares, presidente da mesa da Assembleia, divulgou ainda que a lista tem mais quatro nomes candidatos: Luís Pinho surge como vice-presidente, Manuel Mário Silva será o vice-presidente para a formação, José Augusto ocupará o cargo de tesoureiro e Renato Castro o de secretário.
As eleições vão realizar-se esta noite de terça-feira após os sócios terem aprovado por unanimidade reduzir de 15 para oito dias o período, segundo os estatutos, para a apresentação de listas. Desde a última assembleia até ao passado domingo, altura em que as listas sujeitas a sufrágio tinham de ser entregues, os cinco elementos já revelados tiveram de formar uma lista com, pelo menos, 20 associados para ser aprovada para ir a votos. Os eleitos também vão tomar posse esta noite.
Renato Castro mostrou-se confiante em relação ao que os candidatos anunciados podem fazer ao serviço do FC Cesarense. Renato Castro foi um dos elementos que pediu a demissão da direção anterior, mas aceitou integrar a lista liderada por Pedro Freitas “para não deixar cair o clube”, impondo, no entanto, algumas condições para aceitar assumir as funções de secretário. O dirigente garantiu não estar disponível “se continuarem as picardias e desconfianças que estavam a acontecer” e pediu para que o clube seja gerido “de forma mais transparente”. Renato Castro vai passar a pasta da formação para Manuel Mário Silva, que aceitou assumir este cargo “com muita responsabilidade” e prometeu dar-lhe “todo o apoio”.
“A tômbola ficou prejudicada”
No último ponto da assembleia, destinado a outros assuntos de interesse para o clube, Renato Castro voltou a usar da palavra para mostrar toda a sua indignação perante o que aconteceu no último dia das festas de Cesar e que o próprio considerou “uma enorme falta de respeito”: “Tiraram-nos toda a frente da tômbola e decidimos que assim não tínhamos condições para realizar a tômbola”, revelou Renato Castro, explicando que “o problema nem era o palco, mas sim os camiões que nos limitaram muito”. “A tômbola é feita para criar receitas e ajudar o clube e, embora ache que não foi premeditado, houve alguma insensibilidade nisto. O clube perdeu muito dinheiro”, concluiu.
Também Luís Pinho abordou este tema e começou por esclarecer que foi ele quem forneceu, a partir do Supermercado O Casarão, a energia elétrica para a montagem do espetáculo da banda musical e serviu também, de forma gratuita, todos os almoços a quem ali esteve a trabalhar naquele serviço. Daí ter ficado “espantado” com o facto de terem sido estacionados “camiões vazios à frente da tômbola do Cesarense e do meu restaurante quando podiam ser colocados noutro lugar”. “A tômbola ficou prejudicada com esta situação”, garantiu Luís Pinho.
Perante esta situação, o sócio António Mazola referiu que o FC Cesarense “deve ser ressarcido do prejuízo que teve na tômbola” pela comissão de festas, caso exista um saldo positivo.