23 Jul 2026
O programa foi preparado ao longo de três sessões com comerciantes e prevê ações de formação, promoção e animação comercial em diferentes zonas do concelho
Formação, publicidade, ferramentas digitais, identidade comum e animação ao longo do ano integram o programa preparado com os comerciantes. O calendário de execução ainda será apresentado.
A parte restante será procurada junto de parceiros institucionais, sobretudo para apoiar alguns dos eventos previstos. Os valores foram apresentados por Joaquim Jorge na última reunião de Câmara, durante a discussão sobre a programação de Natal e o impacto das iniciativas no comércio tradicional.
O presidente explicou que a versão final do documento foi apresentada aos comerciantes depois de três sessões de trabalho. Parte dos contributos recolhidos nesses encontros terá sido incorporada no programa.
O passo seguinte será a apresentação do calendário de execução das medidas. O documento terá depois de cumprir os procedimentos administrativos necessários antes de entrar em vigor e ser divulgado publicamente.
O programa prevê ações de formação em atendimento, vitrinismo e utilização de ferramentas digitais. Nestes casos, a Câmara suportará a maior parte do investimento, ficando outra parcela a cargo dos comerciantes participantes.
Está igualmente prevista publicidade nos órgãos de comunicação social locais para incentivar as compras no comércio tradicional. A autarquia pretende ainda criar uma identidade comum entre os estabelecimentos, através de elementos de merchandising e materiais usados no contacto com os clientes.
Joaquim Jorge defendeu que o apoio municipal deve ser acompanhado pelo envolvimento financeiro e organizativo dos empresários.
“Tem de haver uma corresponsabilização dos comerciantes no processo de resolução dos seus problemas”, afirmou, acrescentando que a contribuição pedida aos estabelecimentos será inferior ao esforço financeiro assumido pela Câmara.
A estratégia não deverá limitar-se ao centro da cidade. O município pretende criar medidas transversais às diferentes freguesias, embora reconheça que nem todas têm a mesma concentração de estabelecimentos ou idêntica dinâmica comercial.
O presidente considera também que as iniciativas não podem ficar concentradas na época natalícia. Alguns negócios beneficiam diretamente dos eventos realizados durante o ano, enquanto noutros o impacto é reduzido ou praticamente inexistente.
“O Natal é um apontamento. É muito importante para os estabelecimentos comerciais, mas os comerciantes também têm de viver durante o resto do ano”, salientou Joaquim Jorge.
A participação dos estabelecimentos será igualmente considerada na organização das atividades, sobretudo quando estas decorrerem à noite. O presidente advertiu que a animação nas ruas dificilmente se traduzirá em vendas se o comércio estiver encerrado, defendendo uma articulação entre município e empresários na definição dos horários.