2 Apr 2026
Ema Azevedo*
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No passado fim de semana, tive o privilégio de estar presente em Budapeste para a edição de 2026 do CPAC (Conservative Political Action Conference), um evento que se consolidou como o epicentro do movimento conservador ocidental. O que outrora foi uma conferência americana transformou-se numa plataforma transnacional onde a direita coordena a sua resposta contra a centralização de Bruxelas e a sua agenda progressista.
Ao percorrer o evento, a sensação era de uma vitalidade sem precedentes. Os valores da família, da soberania e da liberdade individual estão mais que vivos e estão a organizar-se numa rede que desafia a ordem estabelecida. Sentimos que não estamos sozinhos, e que somos parte de um movimento de nações soberanas que recusam ser meras províncias de um superestado europeu.
O ponto alto foi, inegavelmente, a intervenção de André Ventura. Denunciou a “ditadura de Bruxelas” e a tentativa de asfixiar a liberdade de expressão através de regulamentos como o Digital Services Act, que Ventura descreveu como instrumentos de censura e controlo mental. Foi, uma vez mais, a voz de milhões ao afirmar que não aceitaremos que o dinheiro de Bruxelas sirva para comprar a nossa consciência ou os nossos valores. Ventura lembrou ao mundo o crescimento imparável do CHEGA, agora a segunda maior força em
Portugal. Destacou vitórias que orgulham qualquer patriota, nomeadamente, a proposta para proibir o uso da burka e a proteção das nossas crianças contra a ideologia de género nas escolas, impedindo que mudem de sexo ou género livremente. No tema da imigração, a mensagem foi claríssima. A Europa é um continente cristão e não podemos permitir que uma imigração descontrolada e ilegal destrua a nossa identidade e a nossa segurança. Como bem disse Ventura, quem entra ilegalmente deve saber que será enviado de volta para o seu país de origem.
Todos os líderes europeus manifestaram o seu apoio a Viktor Orbán, que se prepara para enfrentar eleições decisivas na Hungria. Houve ainda espaço para a solidariedade internacional, com Ventura a saudar aliados como Jair Bolsonaro, que, num ato de profunda injustiça, se encontra preso precisamente por lutar pela liberdade. Saí de Budapeste com a certeza de que a maré está a mudar. Como proclamado inúmeras vezes, “A győzelem a miénk”. A vitória será nossa, em Portugal e em toda a Europa!
*Líder da bancada do CHEGA na Assembleia Municipal