17 Apr 2026
> Manuel Almeida (CHEGA)
A 9 de abril de 2019, o CHEGA foi oficialmente reconhecido pelo Tribunal Constitucional. Esse momento marcou o início de um percurso que, longe de ser fácil, tem sido profundamente transformador no panorama político nacional e local.
Quem acompanhou este caminho desde o início sabe que não enfrentámos apenas o normal contraditório democrático. Enfrentámos resistência organizada, tentativas de condicionamento e uma pressão constante para que desistíssemos. Entre processos judiciais, ataques mediáticos e críticas muitas vezes desproporcionais, houve uma clara intenção de travar o
crescimento de uma força política que ousou dizer o que muitos pensavam, mas poucos tinham coragem de afirmar.
Contudo, o efeito foi precisamente o inverso. Cada tentativa de bloqueio reforçou a nossa determinação. A nível nacional, o CHEGA deixou de ser visto como um fenómeno marginal para se afirmar como uma presença incontornável. Cresceu porque falou sem rodeios, porque abordou temas ignorados durante demasiado tempo e porque estabeleceu uma ligação direta com os cidadãos.
Em Oliveira de Azeméis, esse percurso teve início no final de fevereiro de 2021. Sem estruturas montadas, sem apoios institucionais, apenas com convicção e sentido de missão, começámos a construir um projeto político enraizado na realidade local. O crescimento foi sustentado, feito de proximidade, escuta ativa e intervenção firme. Naturalmente, também aqui surgiram obstáculos. Tentativas de descredibilização, pressões e manobras para limitar a nossa ação política fizeram parte do caminho. Mas, tal como a nível nacional, não surtiram efeito. Hoje, o CHEGA em Oliveira de Azeméis é uma estrutura consolidada, organizada e cada vez mais próxima das pessoas. Representa uma alternativa clara a uma forma de fazer política que muitos consideram esgotada. E isso incomoda quem está habituado à inércia e à ausência de mudança. Há uma crescente vontade de transformação, tanto no país como no nosso concelho. E é por essa vontade, por essa exigência de respostas concretas, que continuaremos a trabalhar. Podem tentar desacreditar, pressionar ou condicionar. Mas enquanto houver problemas por resolver e cidadãos que se sintam ignorados, não deixaremos de dar voz a quem quer ser ouvido. Neste momento simbólico, assinalando sete anos desde a nossa fundação, é justo reconhecer o caminho feito. Parabéns ao CHEGA pelo seu 7.º aniversário e, acima de tudo, a todos os militantes que, com coragem, resiliência e espírito de missão, tornaram possível este percurso. São eles a verdadeira força de um projeto que continua a crescer, com os olhos postos no futuro.
*Presidente da Comissão Política Concelhia do partido CHEGA