25 Jun 2026
> Manuel Almeida (CHEGA)
Com o término de mais um ano letivo, é inevitável fazer um balanço daquilo que correu bem, mas também daquilo que correu menos bem no nosso concelho.
Entre os temas que marcaram os últimos meses, a rede de transportes UNIR merece uma reflexão particular. Ao longo deste ano letivo, muitos alunos, pais e encarregados de educação foram confrontados com atrasos, supressões de carreiras e falhas no serviço que causaram transtornos significativos no seu dia a dia.
Não estamos a falar apenas de horários. Estamos a falar de alunos que chegaram atrasados às aulas, de famílias obrigadas a reorganizar a sua rotina à última hora e de cidadãos que dependem dos transportes públicos para se deslocarem para consultas médicas, serviços públicos ou locais de trabalho.
É justo reconhecer que alguns dos problemas inicialmente identificados foram sendo corrigidos ao longo do ano. As reclamações dos utentes, a intervenção dos autarcas e o trabalho desenvolvido pelas entidades responsáveis permitiram introduzir ajustamentos e melhorar algumas situações que geravam maior preocupação.
Contudo, também é verdade que os constrangimentos nunca desapareceram por completo. Continuaram a existir dificuldades que afetaram centenas de utilizadores e que demonstraram que ainda há muito trabalho a fazer para garantir um serviço de transporte público verdadeiramente fiável e ajustado às necessidades da população.
A mobilidade não é um luxo. É uma necessidade básica. Num concelho com a dimensão e dispersão geográfica de Oliveira de Azeméis, os transportes públicos desempenham um papel fundamental no acesso à educação, à saúde, ao emprego e aos serviços.
Por isso, este é o momento para aprender com os erros do passado recente. A poucos meses do início de um novo ano letivo, espera-se que todas as entidades envolvidas façam o trabalho de avaliação necessário, identifiquem as falhas verificadas e implementem as correções indispensáveis.
Os oliveirenses não exigem perfeição. Exigem apenas um serviço previsível, pontual e capaz de responder às suas necessidades.
Esperemos, por isso, que os erros e constrangimentos verificados ao longo deste ano letivo não voltem a repetir-se no próximo. Os nossos alunos, as suas famílias e todos os utilizadores dos transportes públicos merecem começar o novo ano letivo com a confiança de que podem contar com um serviço à altura das suas necessidades.
*Presidente da Concelhia do CHEGA