2 Sep 2026
A Rota do Vidro é uma das propostas que recupera uma das marcas mais fortes da identidade industrial de Oliveira de Azeméis, juntando-se a outros percursos dedicados ao património, à gastronomia, à literatura, à natureza e às freguesias do concelho.
O novo Roteiro das Freguesias junta-se a um conjunto de percursos criados para mostrar diferentes faces do concelho. Há propostas dedicadas à indústria, gastronomia, literatura, natureza e património, mas também roteiros construídos em torno de territórios específicos.
“Temos um conjunto de roteiros para todos os gostos”. Joaquim Jorge resumiu desta forma uma oferta que o Município de Oliveira de Azeméis tem vindo a construir para levar residentes e visitantes a conhecer o concelho para lá dos lugares mais óbvios. O Roteiro das Freguesias, que arrancou esta quarta-feira, é a mais recente peça de um programa que reúne 12 propostas diferentes.
O ponto de partida é o Primeiro Azeméis, apresentado como uma primeira aproximação a um território com cerca de 163 quilómetros quadrados e 19 freguesias. A proposta cruza património, natureza, história, gastronomia e espaços ligados à identidade local, procurando funcionar como uma porta de entrada para quem ainda conhece pouco o município.
A partir daí, o folheto turístico municipal abre várias possibilidades. O Roteiro Ferreira de Castro segue os lugares ligados ao escritor nascido em Ossela e à presença da sua obra no concelho, enquanto a Rota de La Salette concentra uma parte significativa do percurso no centro do município. A Rota do Nordeste desloca a descoberta para outra zona do território e a Rota da Bemposta leva os participantes ao sul do concelho.
A gastronomia também ganhou percursos próprios. A Rota das Papas de S. Miguel parte de uma das tradições gastronómicas locais, enquanto a Rota do Pão e do Arroz associa dois produtos com forte ligação à história e às vivências do território.
Há ainda uma Rota do Vidro, ligada a uma atividade com marcas profundas na história industrial oliveirense, e uma proposta especificamente dedicada ao Turismo Industrial, orientada para o contacto com empresas e com a capacidade produtiva de um concelho fortemente industrializado.
A oferta completa-se com a Rota dos Cinco Sentidos, que propõe uma descoberta do território através de diferentes experiências, e com a Rota dos Percursos Pedestres, onde entram trilhos, paisagens naturais, linhas de água e outros espaços que podem ser percorridos a pé.
Rui Luzes Cabral explicou, no arranque do novo Roteiro das Freguesias, que a lógica comum a estas iniciativas passa precisamente por contrariar o desconhecimento que ainda existe dentro do próprio município. “É preciso nós andarmos pelo território”, afirmou o vice-presidente, defendendo que esse contacto contribui para criar uma maior “consciência coletiva daquilo que somos, do nosso território e também daquilo que produzimos”.
É neste conjunto que entra agora o Roteiro das Freguesias, mas com uma lógica diferente. Em vez de se concentrar apenas num tema ou produto, a proposta pretende levar os participantes a conhecer cada uma das freguesias através das suas pessoas, do seu património e gastronomia, bem como das tradições e paisagens.
O modelo assenta no intercâmbio entre territórios. A estreia juntou participantes de Macieira de Sarnes numa visita a Oliveira de Azeméis, mas a intenção é fazer rodar freguesias e participantes, criando sucessivas oportunidades para conhecer outras zonas do município.
Joaquim Jorge considera que essa diversidade é uma das principais riquezas do concelho. “Algumas são freguesias com uma grande ruralidade, outras são freguesias muito mais urbanas, outras são muito mais industriais”, apontou o presidente da Câmara, defendendo que é precisamente essa diferença que amplia aquilo que Oliveira de Azeméis tem para mostrar.
“Aquilo que nós estamos a fazer com estes programas é construir comunidade”, afirmou, colocando a partilha de saberes e experiências entre os objetivos da estratégia.