Quando faltou farinha, valeu a vizinhança

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O Grupo Musical Macinhatense destacou a entreajuda entre barraquinhas como uma das imagens mais fiéis do espírito do Mercado.

Grupo Musical Macinhatense

No Grupo Musical Macinhatense, o Mercado foi vivido entre a azáfama da tasquinha, a atuação dos cantadores do rancho e uma ideia que atravessou o fim de semana: a entreajuda. Miguel Ferreira, do GMM, destacou a “afluência brutal” e o ambiente de festa, mas foi nas pequenas trocas entre barraquinhas vizinhas que encontrou a imagem mais fiel do espírito do evento. Faltou farinha a uns, banha a outros, alhos ao Grupo Musical, e a solução veio do lado: pedir, emprestar, retribuir.

Para o dirigente, essa relação fez lembrar os tempos em que os vizinhos se conheciam, mantinham a porta aberta e se ajudavam sem cerimónia.

A tasquinha serviu porco no espeto, rojões e vinho verde de Vale de Cambra, mas a marca que ficou foi a de uma vizinhança à moda antiga recriada no centro da cidade.

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