16 Jul 2026
Aspeto da água do rio Caima junto ao ponto de descarga da ETAR de Ossela, onde a Quercus diz ter recebido queixas da população relativas à qualidade da água e aos maus cheiros
A Quercus de Aveiro defende que devem ser apuradas as causas da água escura, da espuma e dos maus cheiros denunciados no rio Caima, junto à Estação de Tratamento de Águas Residuais de Ossela. A associação ambientalista lançou o alerta depois de receber queixas da população sobre o estado da água naquela zona.
Segundo a associação ambientalista, os moradores queixam-se há vários anos dos odores provenientes da ETAR e de uma conduta que, alegadamente, encaminha água com sinais de poluição para o rio. Imagens divulgadas pela Quercus mostram água escura e espuma junto ao ponto de descarga, uma situação que a organização considera injustificável.
Está em curso uma intervenção de remodelação profunda da ETAR de Ossela, avaliada em cerca de 11,5 milhões de euros e apoiada em 70% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do NORTE 2030.
A operação, promovida pela Associação de Municípios das Terras de Santa Maria, recebeu um financiamento comunitário próximo de 8,1 milhões de euros e tem conclusão prevista para fevereiro de 2027. O investimento integra um programa destinado a resolver vários “passivos ambientais graves” associados ao tratamento de águas residuais na região Norte e prevê a modernização da infraestrutura, a melhoria da qualidade da água tratada e a adaptação às novas exigências ambientais.
A Quercus considera, contudo, que a existência de uma obra futura ou em curso não justifica o estado atualmente observado no rio Caima junto à ETAR, defendendo que devem ser apuradas as causas da água escura, da espuma e dos maus cheiros denunciados pela população.