Ricardo Silva entre os melhores 16 jogadores do país

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Pool> Jogador oliveirense vai disputar os Masters

Ricardo Silva sagrou-se campeão distrital de pool português a nível individual. Tem 35 anos, começou a jogar federado aos 17, é de Oliveira de Azeméis, e em entrevista na Azeméis TV/FM recordou o passado e anteviu a próxima época.

 

O oliveirense Ricardo Silva (na foto) soma vários títulos distritais, já foi campeão nacional a nível individual e por equipas no pool e este ano quer continuar a ganhar. O 5º lugar no Nacional na última época garantiu a Ricardo Silva o acesso aos Masters, onde vão estar os 16 melhores jogadores nacionais. Os campeonatos arrancam no próximo mês de outubro.

18 anos a jogar federado
“Comecei a jogar aos 17 anos como federado. A minha mãe trabalhava no Café Convívio, em Santiago de Riba-Ul, e surgiu o gosto pelo bilhar. Eu via as pessoas a jogar e elas chamavam-me para jogar e fui tomando o gosto. Aos 14 anos entrei num torneio desse café e ganhei. Entretanto soube que havia bilhar federado e comecei a jogar na GRAC, em Cidacos, onde joguei cerca de três épocas. Passei da GRAC para o Poolfiction Clube Bilhar. Estive lá duas épocas, fui jogar para o Beira-Mar mais uma vez, correu bem, fomos campeões distritais. A distância era complicada para treinar e para evoluirmos. Surgiu o convite do Clube Bilhar de S. João da Madeira, onde estivemos uma época até as portas do estabelecimento encerrarem. Procurámos novo clube e no ano seguinte joguei no Boavista. Foi um ano muito atípico, ano da Covid-19, e a época não terminou porque os cafés tiveram que fechar mais cedo. Depois voltei um ano para o Arrifanense e também fomos campeões distritais de pool. No ano seguinte, formámos a melhor equipa do distrito de Aveiro, na Sanjoanense. Foi um ano maravilhoso, fui campeão nacional individual, uma semana depois fui campeão nacional por equipas da 2ª Divisão de bilhar pequeno e fomos campeões distritais de tudo o que havia”.

Jogadores estrangeiros vs a prata da casa
“Há clubes que têm muito mais potencial económico que outros. E eles também só contratam jogadores estrangeiros para um campeonato nacional que é feito num fim de semana. Naquele fim de semana, a equipa que estiver melhor é a campeã nacional. Eles contratam os jogadores para aquele fim de semana. Tem um custo, são as viagens, estadia, alimentação e todos estes custos são elevados. E há outras equipas que preferem jogar com a prata da casa. Este ano consegui o 5º lugar Nacional individual no Campeonato Nacional, o que me dá acesso aos Masters (escalão máximo em Portugal promovido pela ESC Online), que são os 16 melhores jogadores nacionais a jogarem sete provas. Nessas provas, a Bola TV faz transmissões. Também jogo na 2ª Divisão Nacional de bilhar grande, e este ano subi à 1ª Divisão, e a Bola TV também acompanha”.

Pool Português e Pool
“Pool Português é o que vemos nos cafés normais, os bilhares pequenos, com buracos e bolas. O que designamos de Pool é um bilhar muito grande, com buracos maiores, as pessoas dizem que é muito fácil jogar porque os buracos são maiores, mas não nos podemos esquecer que a dimensão da mesa é maior, as distâncias são maiores. Eu até acho que jogar Pool é muito mais difícil que jogar Pool Português. O bilhar grande e o bilhar pequeno são jogados nos campeonatos, tanto indivual como por equipas”.

A importância do fator psicológico
“A jogar bilhar existe o fator sorte, como em tudo, mas para jogar bilhar existe muito o fator psicológico. Tem que se ter um psicológico muito forte. Podemos estar a perder por 2, 3 ou 4-0 e dar a volta. Mas os jogadores que não têm um psicológico muito forte, quando estão a perder por 2-0 já estão desanimados e já acabou o jogo mesmo que o adversario dê oportunidades. Quando estamos a jogar com jogadores de renome no panorama nacional, sabemos que possivelmente aquilo é abre e fecha, ou abre e defende muito bem e a seguir fecha e temos que estar ao nível”.

Projeto novo e diferente para a próxima época
“Vai ser um projeto novo e diferente do que tínhamos antes na Sanjoanense. Saíram alguns jogadores por força da vida, vai haver um jogador novo que está a evoluir muito bem, que é o André Almeida. Vamos lutar por títulos Distritais por causa de saídas de força maior. Eu acho que nos Distritais vamos conseguir esses objetivos. Nos Nacionais vai ser difícil”.

Patrocínios são ajuda importante
“Gostaria de agradecer aos meus patrocinadores individuais, nomeadamente ao Filipe Pinho (Remax) e ao Moisés dos Leitões, que me dão uma ajuda importante para poder jogar as provas. Agradecer também à minha família, à minha mãe e ao Tiago, por me apoiarem, e também a uma pessoa muito importante na minha vida e que eu amo para sempre, que é a Sara Rebelo e o seu filho Miguel. A relação acabou, mas até acabar foi a pessoa que sempre esteve ao meu lado”.
 

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