14 Jun 2026
O quintal do antigo Lar César Pinho recebeu um arraial de Santo António aberto à comunidade, numa iniciativa promovida pela Santa Casa da Misericórdia de Oliveira de Azeméis.
Instituição promoveu uma noite de convívio, música e petiscos no quintal do antigo equipamento, numa iniciativa que pretende dar nova vida a um espaço pouco conhecido de muitos oliveirenses.
O quintal do antigo Lar César Pinho abriu-se à comunidade no passado sábado, 13 de junho, para um arraial de Santo António promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Oliveira de Azeméis. A iniciativa juntou música popular, concertinas, sardinhas assadas, pernil no espeto e outros petiscos, recriando o ambiente dos antigos arraiais de bairro em pleno centro da cidade.
A instituição procurou dar a conhecer um espaço que habitualmente permanece fora do olhar da maioria dos oliveirenses e que tem vindo a receber diferentes iniciativas ao longo do ano.
“Hoje temos aqui um arraial tal e qual como no quintal da casa das pessoas, como se fazia antigamente”, explicou Ana Correia, gestora da qualidade da Santa Casa da Misericórdia de Oliveira de Azeméis. O objetivo, acrescentou, passou por “reviver os costumes e as tradições desta época do ano” e mostrar aquilo que a instituição consegue concretizar através do envolvimento dos seus colaboradores.
A organização esteve a cargo de elementos ligados ao projeto Gerir para a Igualdade, um grupo interno que promove iniciativas destinadas aos trabalhadores da instituição. As receitas angariadas durante a noite revertem para atividades de promoção e motivação dos colaboradores.
A responsável sublinhou que a abertura do antigo Lar César Pinho à comunidade não é um caso isolado. Nos últimos meses, o espaço recebeu também atividades associadas ao Halloween e à Noite Branca, numa aposta que a Santa Casa pretende manter.
“As pessoas gostam de vir explorar este espaço”, afirmou Ana Correia, defendendo que a utilização regular do quintal contribui para criar mais dinâmica no centro urbano. “Quando decoramos o espaço, isto fica logo diferente, ganha vida e uma dinâmica também para aqui, para o centro da cidade.”
A animação musical esteve a cargo de Carlos Alberto, colaborador voluntário da instituição, e de um grupo de concertinas composto por oito elementos. A iniciativa decorreu ao longo da noite e recebeu utentes, familiares, colaboradores e membros da comunidade, num ambiente inspirado nas tradicionais festas populares portuguesas.