7 Jul 2026
Santiago de Riba - Ul Oliveira de Azeméis Madail Macinhata da Seixa
Moradores de Macinhata da Seixa levaram à Assembleia queixas sobre ruas degradadas, águas pluviais, linhas de água e falta de prazo para água e saneamento no Seixo e no Alto do Monte.
> Seixo e Alto do Monte, em Macinhata da Seixa
O Seixo e o Alto do Monte continuam sem prazo para ter água e saneamento, admite a presidente da União de Freguesias de Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-Ul, Ul, Macinhata da Seixa e Madaíl. Fátima Ferreira falava durante a assembleia descentralizada realizada em Macinhata da Seixa.
“Lamento, mas não será tão cedo que o Alto do Monte e o Seixo terão água e saneamento”, afirmou Fátima Ferreira, explicando que estão em causa obras de grande dimensão, incluindo a necessidade de construção de um reservatório. Fátima Ferreira disse já ter falado sobre o assunto com o diretor da Indaqua e com o presidente da Câmara Municipal, mas não avançou qualquer calendário.
A resposta surgiu depois de Filipe Silva, morador de Macinhata da Seixa, ter afirmado que, em 36 anos, nunca viu uma intervenção de fundo na Rua do Seixo. O morador criticou o estado da via, a ausência de soluções para água e saneamento e a sensação de abandono daquela zona da freguesia.
Fátima Ferreira reconheceu que as obras de água e saneamento agravaram o estado de algumas ruas e admitiu o incómodo causado aos moradores. A presidente da União disse, no entanto, que a pavimentação das vias não depende diretamente da Junta.
“Não é a União de Freguesias que decide”, afirmou, sublinhando que o papel do executivo é identificar as ruas em pior estado e exercer influência junto da Câmara Municipal. Segundo a autarca, a Rua do Seixo tem sido referenciada para pavimentação, inclusive no mandato anterior.
A presidente garantiu que continuará a insistir junto do município para que as intervenções avancem, mas deixou claro que a calendarização e a execução das obras cabem à Câmara Municipal.
Falha na prevenção
A intervenção política mais dura surgiu pela voz de Maritza Valente, que criticou o executivo por não ter dado resposta a pedidos anteriores sobre contratos e regras de intervenção nas vias públicas. A eleita ligou o tema à manutenção das linhas de água e acusou a Junta de falta de fiscalização.
“Sem planeamento não há eficácia. E a vossa falta de fiscalização está à vista nas nossas ruas”, afirmou. Maritza Valente defendeu duas limpezas por ano e um mapeamento das linhas de água, questionando por que razão, se esse diagnóstico existe, continuam a verificar-se problemas no terreno.
“Se as veias estão entupidas, o território infarta. E no inverno passado, Macinhata infartou”, criticou.
Fátima Ferreira respondeu que não aceita “lições de moral” e afirmou que estará “sempre na linha da frente” para ajudar a resolver os problemas dos fregueses. A presidente insistiu, porém, que muitas das matérias apontadas pertencem à esfera da Câmara Municipal.
União pediu segunda carrinha para o transporte flexível
O transporte flexível também foi discutido. A oposição defendeu maior divulgação do serviço, com informação nas redes sociais, cartazes em locais públicos e esclarecimentos junto de instituições frequentadas por população idosa.
Fátima Ferreira respondeu que o transporte tem sido usado por associações e particulares, admitiu que a divulgação pode ser reforçada e revelou que já foi pedida à Câmara uma segunda carrinha, por considerar que uma viatura não chega para responder ao movimento associativo da União de Freguesias.
Morador exige resposta escrita sobre obra contestada
José Bernardo levou à Assembleia uma reclamação sobre uma obra junto a uma rua estreita, contestando a construção de um muro confinante com a via pública. O morador disse ter feito uma denúncia verbal em junho de 2024 e uma denúncia por escrito em 21 de junho de 2025, mas afirmou que ainda não recebeu uma decisão formal da Câmara Municipal. Fátima Ferreira respondeu que conhece a situação e o incómodo causado, mas lembrou que a União de Freguesias não licencia obras. Segundo a presidente, fiscais da câmara foram chamados ao local e a informação transmitida pelo município é a de que a obra está licenciada. O morador insistiu na falta de resposta formal. “Diga-me isso por escrito”, pediu, defendendo que a câmara tem o dever de comunicar por escrito a decisão sobre o processo. A presidente reiterou que a União de Freguesias pode acompanhar e ajudar nos contactos com os serviços municipais, mas não tem competência para decidir sobre licenciamentos urbanísticos.