27 Sep 2026
Empresas e Empresários Cesar Concelho
Aníbal Campos recebeu o voto de congratulação e louvor pelos 75 anos da Silampos, empresa fundada em Cesar em 1951.
A Silampos recebeu um voto de congratulação e louvor da Assembleia Municipal de Oliveira de Azeméis pelos 75 anos de atividade. Fundada em Cesar, em 1951, por Abílio Campos e Joaquim Silva, a empresa atravessou diferentes gerações, produtos e momentos económicos até se afirmar como uma referência nacional na indústria da louça metálica. Aníbal Campos repartiu a homenagem pelos fundadores e por todos os trabalhadores que ajudaram a construir o percurso.
Abílio Campos e Joaquim Silva conheciam-se da terra e chegaram a jogar juntos no Cesarense. Com perfis distintos, mas complementares, juntaram-se em 1951 para fundar a Silva & Campos, Lda., origem da marca que viria a transformar-se num dos nomes mais reconhecidos da indústria portuguesa de louça metálica. Abílio Campos estava mais ligado às áreas de gestão e comercial, enquanto Joaquim Silva tinha uma maior ligação à vertente industrial e técnica.
Foi esse percurso de três quartos de século que a Assembleia Municipal decidiu distinguir, aprovando por unanimidade um voto de congratulação e louvor que reconhece o contributo da empresa para o desenvolvimento económico e industrial, com particular ligação a Cesar e ao concelho de Oliveira de Azeméis.
A homenagem foi dirigida aos fundadores, administradores, acionistas, colaboradores, clientes e fornecedores que participaram na construção da empresa.
Aníbal Campos recebeu a distinção em representação da Silampos e colocou desde logo os fundadores no centro da homenagem.
“Entendo que é sobretudo dirigido aos fundadores. São eles os principais obreiros da empresa”, afirmou, estendendo depois o reconhecimento “à atual administração” e “a todos os colaboradores que trabalharam e trabalham na Silampos”.
Já durante as comemorações dos 75 anos da empresa, Aníbal Campos tinha feito questão de recordar Abílio Campos e Joaquim Silva.
“Sem eles não estaríamos aqui hoje. Para eles a nossa homenagem e o nosso agradecimento”, afirmou.
E associou à fundação o papel desempenhado pelas sucessivas gerações de trabalhadores: “Sem a coragem dos fundadores e o empenho dos seus trabalhadores, a Silampos não seria o que é hoje.”
Na evocação do pai, Aníbal Campos recordou também alguns dos princípios que considera terem permanecido na empresa ao longo das décadas, entre os quais o respeito pelos direitos dos trabalhadores.
A Silampos começou por fabricar louça de alumínio. Mais tarde, a produção passou também por botijas elétricas e artigos de campismo, mas seria na década de 1960 que surgiria um dos produtos decisivos para a afirmação da marca.
Em 1961, a empresa lançou comercialmente a primeira panela de pressão fabricada em Portugal.
A aposta foi acompanhada por uma campanha televisiva que ficou associada à história da Carochinha e do João Ratão, numa altura em que a publicidade através da televisão representava ainda uma novidade.
O impacto, recordou Aníbal Campos nas comemorações, foi suficientemente forte para que a marca acabasse confundida com o próprio produto.
“Foi isto que lançou a marca, projetou a Silampos”, resumiu.
Na década seguinte, a empresa entrou também na produção de louça em aço inoxidável, primeiro sem fundo térmico e posteriormente com essa tecnologia, abrindo uma nova etapa no seu percurso industrial.
Os 75 anos não foram feitos apenas de crescimento. Aníbal Campos recordou igualmente períodos difíceis, mudanças tecnológicas, juros elevados e investimentos que colocaram a empresa perante decisões exigentes.
Foi essa capacidade de atravessar ciclos económicos e industriais diferentes que esteve também refletida no voto aprovado pela Assembleia Municipal, onde a Silampos foi caracterizada pelo percurso de resiliência e inovação. “Muito obrigado por esta lembrança que tiveram com a Silampos”, concluiu Aníbal Campos.