Solidariedade: Concerto no TeMA mobiliza Oliveira de Azeméis para ajudar as vítimas de Leiria após tempestade

Concelho

Ana de Jesus, da Academia de Música de Oliveira de Azeméis, e Ana Filipa Oliveira, vereadora da Câmara Municipal que tutela a pasta da cultura, nos estúdios da Azeméis TV

Iniciativa junta Câmara e academias de música num espetáculo solidário por Leiria

“Queremos mostrar que somos um concelho solidário e que estamos presentes para aquilo que eles precisarem”, afirma Ana Filipa Oliveira, destacando o papel do TeMA enquanto espaço ao serviço da comunidade. O concerto solidário realiza-se no domingo, 12 de abril, às 16h30, no Teatro Municipal de Oliveira de Azeméis.

“Isto é um miminho… mas é a forma de dizer que estamos aqui e que queremos ser parceiros para aquilo que eles precisarem”, enfatiza a a vereadora da Cultura de Oliveira de Azeméis, Ana Filipa Oliveira, sintetiza o espírito do concerto solidário que terá lugar no próximo dia 12 de abril, às 16h30, no Teatro Municipal (TeMA), em apoio às vítimas da tempestade que atingiu a região de Leiria.

As explicações foram deixadas em entrevista nos estúdios da Azeméis TV, onde a vereadora esteve acompanhada por Ana de Jesus, da Academia de Música de Oliveira de Azeméis, entidade parceira na organização do evento.

A iniciativa resulta, aliás, da conjugação de vontades entre autarquia e academia. “Foi juntar dois grandes objetivos para a mesma causa”, explica Ana Filipa Oliveira, lembrando que a Câmara já tinha intenção de promover uma ação solidária após os acontecimentos que afetaram a zona centro do país.

Mais do que um espetáculo, trata-se de um gesto coletivo que procura unir um concelho em torno de uma causa maior. “Estamos a falar de um concelho que tem aqui um dia para mostrar o seu ato solidário com um município que realmente sofreu muito”, sublinha a autarca, destacando a importância de transformar a cultura num instrumento de apoio e proximidade.

A receita do concerto não será entregue diretamente ao município de Leiria, mas sim a uma entidade concreta afetada — uma filarmónica cuja sede foi gravemente atingida. “Eles precisam de quase meio milhão de euros só para reativar o edifício”, explica Ana Filipa Oliveira, reforçando que este contributo simbólico representa, acima de tudo, um sinal de presença e solidariedade.

Música, educação e solidariedade

Do lado da Academia de Música, a motivação foi também pedagógica. “Quando formamos crianças e jovens, estamos a formá-los como um todo… e isso inclui ensiná-los a serem solidários com o mundo”, afirma Ana de Jesus, sublinhando a importância de envolver os alunos numa causa concreta.

A responsável explica que o desafio foi lançado diretamente aos jovens músicos. “Pedimos que dessem um pouco do seu tempo e do seu talento em prol de outros jovens que neste momento não têm as mesmas condições”, refere, numa alusão à filarmónica afetada em Leiria.

O resultado foi imediato: adesão e envolvimento. “A partir do momento em que são os próprios alunos a dizer ‘nós queremos’, já se está a semear qualquer coisa naquele coração”, acrescenta.

O concerto contará com a participação de várias academias de música, incluindo Arouca e Castelo de Paiva, num esforço conjunto que pretende alargar o alcance da iniciativa. “A ideia era alargar um bocadinho o abraço”, resume Ana de Jesus, destacando o caráter intermunicipal do evento.

Para além da vertente solidária, a organização garante também qualidade artística. Cada academia terá cerca de 20 a 25 minutos de atuação, compondo um programa diversificado.

“As pessoas vão usufruir de um belíssimo espetáculo e, ao mesmo tempo, estar a fazer solidariedade”, destaca a responsável.

Apelo direto à comunidade

O apelo à participação é claro, sobretudo numa altura em que as dificuldades económicas podem afastar o público deste tipo de iniciativas. “Isto é uma forma de fazer um donativo com uma vantagem: ter acesso a um espetáculo”, refere Ana Filipa Oliveira, lembrando que o bilhete tem o valor de 10 euros.

Já Ana de Jesus deixa um apelo mais emotivo: “Não chega ficar em casa a lamentar. Há momentos em que temos de fazer a diferença”, afirma, incentivando as famílias a marcar presença. A responsável vai mais longe, sublinhando o impacto educativo do gesto: “Trazer os filhos é mostrar-lhes, sem palavras, o que é ser solidário”.

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