20 Apr 2026
No passado dia 18 de abril o grupo realizou um jantar solidário, na quinta do Monte
Projeto ‘Casa Fiz do Mundo - São Tomé e Príncipe’
O projeto ‘Casa Fiz do Mundo – São Tomé e Príncipe’ nasceu em 2007. Este é um dos projetos das Irmãs Franciscanas, e o grupo envia, de dois em dois anos, um grupo de voluntários. Atualmente, fazem um género de “formação” a voluntários que queiram ir isoladamente para aqueles locais
No complexo local, as Irmãs já contam com 2.000 crianças e duas turmas da universidade. No lar residem 20 idosos, no entanto, mais de 200 são ajudados mensalmente, que vivem isolados.
“A partir dali, começámos a organizar grupos de voluntariado, contentores”, explica José Augusto, um dos voluntários. Para além disso, refere ainda que estão atentos ao que as Irmãs Franciscanas vão pedindo e no que precisam, apoiando-as no terreno
Vivenciar o voluntariado no terreno
José Augusto explica que quando vão para o terreno, os voluntários ficam dentro do complexo escolar das Irmãs e, lá, dividem o trabalho conforme as valências de cada um, desde a vertente escolar à vertente paroquial. “Temos um projeto muito interessante que se chama o Projeto M, que é a valorização da mulher, ser mulher em África, e, particularmente, em São Tomé, é uma tarefa muito difícil”, refere José Augusto, sublinhando a falta de acesso a produtos de higiene, como os pensos higiénicos. Posto isto, têm por todo o país pessoas que se voluntariaram para costurarem pensos higiénicos reutilizáveis.
Para além deste bem, muitos outros que, para nós são garantidos, em São Tomé não o é. Sublinha ainda a falta de água potável, fazendo com que as pessoas tenham de ir tomar banho ao rio e ir buscar água no cimo da serra com garrafões e bacias. “Falha muito a eletricidade. A eletricidade às vezes é racionada. Uma grande percentagem através de mega geradores”, é outro exemplo da pobreza extrema em que vivem.
Experiências que mudam mentalidades
Anabela Almeida, outra das voluntárias, confidencia que, a primeira vez que viveu o voluntariado, “nunca imaginei que fosse uma vivência que me pusesse neste caminho de continuar a ir”, e acrescenta que, aquilo que vivenciam marca.
Carina Teixeira conheceu o projeto através das redes sociais e acabou por apadrinhar uma criança, e “depois a curiosidade de conhecer essa criança, e também a curiosidade depois de conhecer o projeto em si”, fez com que, em 2021, se inscrevesse no voluntariado.
Já Márcia Queirós está no projeto desde o início, “eu sei que qualquer valor, qualquer verba, qualquer donativo que nos seja entregue ele vai fazer a mudança, vai criar impacto na vida de todas as pessoas”.
Mais que voluntariado, envio de dignidade
Nos contentores que são enviados para São Tomé, a grande prioridade é o envio de material de costura, “porque as irmãs têm aquela casa de costura que garante trabalho a cerca de 30 pessoas e todo esse material que nós podemos levar estamos a ajudar a manutenção destes postos de trabalho”. A par disso, tem o material escolar, de farmácia, de higiene e alimentação. Além disso, também enviam ferramentas, camas hospitalares, “nos últimos 2 anos enviamos 20 camas hospitalares articuladas”, andarilhos, canadianas e cadeiras de rodas.
Um lápis, um euro, uma ajuda
O grupo ‘Casa Filhos do Mundo de São Tomé’ está com uma campanha de angariação de fundos, onde vendem lápis com o valor de um euro por lápis, para ajudar na reconstrução de uma escola. “esse valor vai ser todo ele revertido para ajudar na reconstrução dessa escola”, explica Márcia Queirós. Para além dessa venda, também vão organizar um jantar solidário, onde “uma parte do valor vai reverter para nós fazermos a parte sanitária, se conseguirmos o valor”. A par disso, irão estar presentes na festa de coletividades de Carregosa e vão realizar uma festa solidária no dia 1 de maio
Ao apadrinhar também ajuda
Para apadrinhar uma criança, a pessoa pode entrar em contacto com o grupo através das redes sociais e preencher um formulário. “O apadrinhamento tem um valor de 10 euros mensal. Fazemos a entrega desse valor que vai ajudar na parte da educação, da saúde, da alimentação e do bem-estar das crianças”. O apadrinhamento de uma criança garante que exista uma refeição quente para cada uma delas.