30 Sep 2026
A rede de saneamento de Carregosa e Pindelo está em execução, enquanto a Câmara avalia alternativas para o tratamento das águas residuais.
O município está a estudar um emissário que poderá permitir tratar as águas residuais de Carregosa e Pindelo numa ETAR existente. A AD questionou o planeamento do processo e a retirada da nova estação da candidatura a fundos comunitários.
A construção de uma ETAR em Pindelo poderá ser dispensada se for confirmada a viabilidade de uma solução alternativa para tratar as águas residuais recolhidas pela rede de saneamento em execução. A hipótese foi discutida na reunião pública da Câmara, depois de Pedro Marques, vereador da AD, pedir explicações sobre o futuro do sistema de Carregosa e Pindelo.
O autarca questionou a retirada da ETAR da candidatura ao NORTE 2030 e quis saber que alternativa estava a ser preparada, numa altura em que as obras da rede já decorrem. O vereador criticou a indefinição da solução de tratamento e considerou que a localização inicialmente prevista tinha sido mal escolhida.
O presidente da câmara respondeu que o projeto da ETAR está concluído, mas que o município procura uma alternativa que permita evitar a construção de uma nova estação e reduzir os encargos futuros.
“Se conseguirmos resolver isso num emissário, então certamente os encargos de manutenção futuros serão muito menores”, afirmou o presidente da Câmara.
A alternativa passa por um emissário com cerca de quatro quilómetros, que permitiria encaminhar os efluentes para tratamento numa instalação existente. Segundo o executivo, estão a ser realizados trabalhos no terreno e a projetista está a avaliar a viabilidade técnica e financeira.
A intenção é ter uma decisão durante outubro. Se a solução não for viável, o município terá de avançar com a nova ETAR em Pindelo. Joaquim Jorge adiantou que os locais alternativos ficam a 100 ou 150 metros do inicialmente previsto, procurando reduzir o impacto na população.
Joaquim Jorge garantiu que essa localização não será fechada sem ouvir a junta de freguesia e as pessoas que devem participar no processo. O objetivo, afirmou, é encontrar uma solução que cause o menor impacto possível na população.
“Nós temos a obrigação de procurar encontrar soluções que tenham o menor impacto na população”, sublinhou.
Pedro Marques considerou importante o esclarecimento sobre a alternativa, mas insistiu na necessidade de conhecer o desenvolvimento do processo. Para o vereador da AD, a execução da rede exige uma resposta clara sobre o destino e o tratamento das águas residuais.
O presidente referiu que a intervenção nas redes de Carregosa e Pindelo representa um investimento de cerca de 7,5 milhões de euros, sem incluir a ETAR, e destacou os trabalhos em curso nas duas freguesias.
A prioridade, explicou, é assegurar que, quando a rede estiver concluída, existe uma solução para tratar os efluentes recolhidos. A decisão entre o emissário e a construção de uma nova estação fica dependente dos resultados do estudo em curso.
A retirada da ETAR da candidatura não implica a perda dos quatro milhões de euros de financiamento comunitário previstos para o sistema, garantiu o executivo.
Joaquim Jorge explicou que o investimento inicialmente considerado rondava os dez milhões de euros, ultrapassando a comparticipação disponível. Segundo o presidente, a verba comunitária será integralmente utilizada na expansão das redes de saneamento de Carregosa e Pindelo.
A Câmara justificou a retirada da estação com a impossibilidade de a concluir dentro do prazo da candidatura. Pedro Marques insistiu na necessidade de esclarecer essa alteração e a solução que substituirá a ETAR inicialmente prevista.