A Tarde Branca reuniu cerca de uma centena e meia de seniores numa tarde marcada por ioga, música, convívio e partilha entre instituições.
> Envelhecimento ativo com 14 instituições reunidas
A Santa Casa da Misericórdia voltou a receber a “Tarde Branca”, uma iniciativa interinstitucional que reuniu cerca de 150 seniores de 14 instituições do concelho, numa tarde dedicada ao convívio, à estimulação e à promoção do envelhecimento ativo.
A iniciativa, já habitual no calendário das instituições, terá surgido por influência da Noite Branca realizada no concelho. Segundo Vítor Machado, provedor da Santa Casa da Misericórdia, procurou-se criar uma festividade dirigida aos utentes, mantendo daí a designação “Tarde Branca”.
Este ano, a organização esteve a cargo da Santa Casa da Misericórdia, da Comossela e da Comissão de Melhoramentos de Azeméis. Entre utentes, técnicos e responsáveis, participaram 14 instituições, com o número de seniores a aproximar-se, ou mesmo a ultrapassar, as 150 pessoas.
A programação foi pensada de acordo com as características dos participantes. A tarde começou com uma aula de ioga adaptada, seguindo-se a atuação do artista Mikos Costa e um lanche partilhado entre as várias instituições.
Mais do que proporcionar entretenimento, a iniciativa pretende criar experiências diferentes das rotinas vividas diariamente nas instituições. Para Vítor Machado, o contacto com outras pessoas e a participação em atividades num ambiente diferente representam um importante estímulo para os seniores.
Quebrar rotinas e combater o isolamento
Ao longo do ano realizam-se também outros encontros interinstitucionais, entre celebrações religiosas, passeios e diferentes iniciativas conjuntas. O objetivo é proporcionar momentos fora das rotinas habituais, incentivar o contacto social e combater o isolamento.
Sónia Ribeiro e Sofia Silva, da Comissão de Melhoramentos de Azeméis e co-organizadoras da iniciativa, destacam que preparar um encontro desta dimensão envolve vários desafios, sobretudo a procura de espaços com capacidade suficiente para acolher todos os participantes.
Ainda assim, consideram o esforço compensador. “O contacto com outras pessoas, outras instituições, outros locais diferentes dos habituais também é um momento de estimulação para eles”, referiram, associando estes encontros à promoção do envelhecimento ativo.
Quando não é possível organizar eventos de grande dimensão, as instituições promovem intercâmbios mais pequenos, em que grupos de utentes visitam outras estruturas. Uma desfolhada realizada recentemente é um dos exemplos.
Estes momentos permitem manter regularmente o contacto entre pessoas de diferentes instituições e proporcionam também reencontros especiais. Alguns participantes reconhecem antigos colegas de trabalho, amigos de infância ou pessoas com quem partilharam outros momentos da vida.
Para as responsáveis, é particularmente significativo perceber que essas relações de amizade podem continuar, mesmo quando os idosos vivem ou frequentam instituições diferentes.
Procura obriga a limitar participantes
A vontade de participar é, por vezes, superior à capacidade dos espaços disponíveis. Existe um grupo de 17 instituições que organiza mensalmente atividades conjuntas, embora nem todas possam estar presentes em cada encontro.
Para dar oportunidade a diferentes utentes, é feita uma rotatividade, sendo por vezes necessário limitar a participação a cerca de oito pessoas por instituição.
A Tarde Branca terminou entre exercício, música, convívio e partilha, reforçando uma intenção que vai além de um único dia: proporcionar aos seniores experiências fora das instituições e preservar espaços de contacto social.