15 Jul 2026
Inês Oliveira e Liliana Pereira deram a conhecer à Azeméis TV/FM a história de Indy e o projeto criado para assegurar o futuro da égua
Inês recusou desistir da ‘Indy’
Inês Oliveira recusou desistir de 'Indy' depois de a égua ficar cega. À Azeméis TV/FM, contou uma história de superação apoiada por um evento solidário em Travanca.
A Indy foi comprada para competir em provas de obstáculos. Uma doença retirou-lhe a visão em poucas semanas e obrigou Inês Oliveira a abandonar um sonho. Mas não a égua.
Em entrevista à Azeméis TV/FM, Inês Oliveira recordou o momento em que percebeu que Indy já não poderia cumprir a missão para a qual tinha sido adquirida. “Naquele momento, perdi o chão. Não sabia o que havia de fazer, porque vi um sonho a passar-me ao lado”, confessou.
À tristeza juntaram-se os conselhos para que desistisse do animal. “Muita gente me disse: ‘Abate, não serve para nada’”, contou Inês Oliveira. A resposta, porém, foi continuar. Indy tinha sido o seu primeiro cavalo e representava muito mais do que uma despesa. “Tenho um amor inexplicável por aquela égua. Para mim, é uma prova de superação e de confiança muito grande na vida”, afirmou.
Impedida de competir, Indy encontrou uma nova missão. Pode proporcionar o primeiro contacto de crianças e adultos com um cavalo, fazer passeios e ajudar a sensibilizar para a importância de dar uma segunda oportunidade a animais que deixaram de responder às exigências desportivas. “Ela ficou limitada, sim, mas nós não precisamos de a limitar ainda mais”, defendeu Inês.
Foi dessa vontade que nasceu a Missão Indy, projeto criado para garantir os cuidados da égua e, no futuro, ajudar outros cavalos em situações semelhantes.
Para apoiar o projeto, o Polidesportivo de Travanca recebeu um evento solidário no último domingo, dia 12, com uma aula de Zumba, um torneio de futebol e comes e bebes. Todo o valor angariado reverteu para Indy.
Liliana Pereira, também entrevistada pela Azeméis TV/FM, explicou que a iniciativa procurou ajudar a suportar as despesas mensais da égua. “A despesa continua todos os meses e vamos tentando sempre angariar mais para a Inês poder respirar durante, pelo menos, esses meses”, afirmou.
Segundo Liliana, o evento nasceu também da vontade de oferecer algo a quem contribui, em vez de se limitar a pedir donativos. A responsável agradeceu à instrutora Ana Sofia Faria, à T4Fut e a todas as pessoas que participaram ou entregaram o valor da inscrição mesmo sem poderem estar presentes.
Indy não participou no evento, por precaução perante o barulho e a presença de muitas pessoas, mas pode ser visitada, mediante marcação, no centro hípico onde vive, em Travanca. “A Indy acaba por gostar um bocadinho de todos”, garantiu Inês Oliveira.