14 Jul 2026
Pinheiro da Bemposta Palmaz Travanca
A Festa das Coletividades juntou associações das três freguesias na Escola Dr. José Pereira Tavares, em Pinheiro da Bemposta, num fim de semana de convívio, atuações e apoio ao movimento associativo.
> Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz
A Festa das Coletividades voltou a fazer da Escola Dr. José Pereira Tavares, em Pinheiro da Bemposta, ponto de encontro das associações da União de Freguesias de Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz. Durante dois dias, o recinto juntou tasquinhas, atuações, futebol, caminhada solidária, grupos culturais, bombos, folclore, dança, música e jogos tradicionais, num programa pensado para mostrar o trabalho associativo que se faz ao longo do ano.
O presidente da União de Freguesias, Rogério Ribeiro, apresentou a festa como uma forma de dar autonomia às associações. A junta, explicou, cria condições logísticas e de divulgação para que as coletividades possam fazer receita e financiar parte dos seus planos de atividades. O autarca sublinhou ainda a importância de juntar associações das três freguesias no mesmo recinto, reforçando o convívio e a ligação entre Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz.
Entre as associações de pais, o objetivo passou por transformar a participação em apoios concretos às escolas. A Associação de Pais e Encarregados de Educação das Escolas de Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz apontou prioridades como o parque infantil, o campo de futebol da Areosa e melhores condições para os alunos. No Curval, a preocupação centrou-se sobretudo no espaço exterior da escola e nas atividades para as crianças.
Tradições também se serviram à mesa
A gastronomia voltou a ser um dos cartões de visita do certame, mas com leituras diferentes conforme cada coletividade. A Tradições de S. Luís trouxe para a festa a memória da vitela assada em forno de lenha de Vilarinho de S. Luís, apresentada como especialidade ligada à identidade da aldeia. A Associação Figueiredo de Rey destacou o pão do povo, confecionado à vista do público em forno de pedra, como marca própria criada a partir da pesquisa em torno da Bemposta manuelina. Já a ARCD Palmaz fez dos jaquinzinhos uma das suas referências.
Outras coletividades valorizaram menos a ementa e mais a presença. O Grupo Folclórico de Palmaz assumiu que estar na festa é também representar a associação. O Grupo de Cantares e Romarias de Travanca sublinhou o ambiente familiar. A Associação Recreativa e Cultural do Curval juntou serviço de tasquinha e animação, com os bombos a dar ritmo ao recinto.
Voluntariado e renovação geracional
A festa também deixou à vista um desafio transversal: a disponibilidade para o trabalho associativo. O Grupo Juvenil de Pinheiro da Bemposta admitiu que teve de adaptar a participação por ter menos voluntários disponíveis.
O Patronato de Santo António, por sua vez, leu a presença na festa como uma forma de aproximação à comunidade. Para a instituição, participar é abrir portas, ser conhecida e reforçar a ideia de que as associações não vivem apenas dentro das suas sedes.
FERRAMENTAS PARA AS ASSOCIAÇÕES “Não é só dar subsídios. É dar ferramentas às associações, dar a cana para poderem pescar.”
Rogério Ribeiro, presidente da União de Freguesias.
ESCOLAS MAIS EQUIPADAS “O lucro que vem é benefício para as nossas escolas, mas o que temos de sublinhar é este espírito entre coletividades, união, alegria e amizade.”
Marília Silva, presidente da Associação de Pais das Escolas de Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz.
COMUNIDADE À VOLTA DA ESCOLA “A comunidade tem de se unir para isto acontecer mais vezes e mais tempo.”
Daniela Martins, Associação de Pais da Escola Básica e Jardim de Infância do Curval.
PÚBLICO CHAMADO À FESTA “As coletividades já cá estão, agora estamos à espera que apareça o público.”
Filomena Marques, Associação Desafios D’Arte.
VILARINHO A GANHAR VIDA “A aldeia esteve quase a desaparecer e neste momento já temos muita gente nova.”
Alberto Soares, Associação Tradições de S. Luís.
TRABALHO QUE NÃO SE VÊ “As pessoas que estão de fora muitas vezes não têm noção do trabalho que é ter tudo preparado no dia do evento.”
Márcio Oliveira, secretário da ARCD Palmaz.
MELHORES CONDIÇÕES “Estamos nestes eventos para angariar fundos e podermos oferecer melhores condições a quem vem até ao nosso clube.”
Goreti Anjos, tesoureira do Futebol Clube Pinheirense.
RECEBER BEM “O povo gosta e já nos conhece. Fazem questão de nos visitar.”
Guilherme Soares, vice-presidente da Associação Cultural de Travanca.
VOLUNTÁRIOS EM FALTA “Aqui são só voluntários e todas as pessoas têm os seus planos de vida.”
Beatriz Martins, Grupo Juvenil de Pinheiro da Bemposta.
MARCAR PRESENÇA “Se fizer algum dinheiro é bom; se não fizer, mantemos cá o nosso posto.”
Amália Pinheira, Grupo Folclórico de Palmaz.
QUASE UMA FAMÍLIA “O Grupo de Cantares, para mim, é quase uma família. Todas as pessoas que nos visitam são bem-vindas.”
Carlos Sá, presidente do Grupo de Cantares e Romarias de Travanca.
CHAMAR OS JOVENS “É preciso incentivar e motivar os jovens a participarem nestes eventos mais tradicionais das nossas terras.”
Manuel Almeida, vereador eleito pelo Chega.
MUITA ANIMAÇÃO “Que o povo saia de casa, que venha apoiar as associações e que não perca uma festa destas.”
Hilário Esparrinha, Associação Recreativa e Cultural do Curval.
PORTAS ABERTAS “É sempre importante participarmos neste tipo de iniciativas, até mesmo para nos integrarmos todos. Somos todos uma família.”
Liliana Ramos, presidente da direção do Patronato de Santo António.
PÃO DO POVO COMO MARCA “Sem o Pão do Povo quase não valeria a pena ir a muitos dos eventos em que participamos. É aquilo que funciona bem e traz outros clientes para dentro da barraca.”
Natalino Almeida, Associação Figueiredo de Rey.