Ul revolta-se contra estado crítico das estradas

Freguesias Ul

A manifestação popular noturna expõe a indignação de uma comunidade que recusa a política de sucessivos "remendos" asfálticos e exige soluções definitivas para a via pública

Ul> Entre cavalar e ouriçosa: "A ESTRADA DA VERGONHA"

A Rua do Cavalar e a sua continuação na Rua de Ouriçosa, em Ul, foram palco de uma manifestação popular silenciosa mas visualmente impactante durante a noite do passado domingo, 3 de maio.

Postes de iluminação ostentando cruzes pretas e marcas de protesto pintadas diretamente no pavimento denunciam o desespero dos residentes, que culminou na colocação de uma placa com a inscrição "Estrada da Vergonha" logo à entrada da via. 
Esta ação direta da população surge como um grito de revolta perante a degradação contínua do asfalto, que tem dificultado a circulação e degradado a qualidade de vida de quem ali reside, expondo o que os locais consideram ser um abandono intolerável das infraestruturas básicas. 

Debate na Assembleia antecipou indignação popular
Este cenário de contestação pública não é, contudo, um tema desconhecido para os órgãos autárquicos, uma vez que o assunto já tinha sido levado à Assembleia da União de Freguesias de Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-Ul, Ul, Macinhata da Seixa e Madail pela própria população. 
Na ocasião, o estado da via foi classificado como deplorável, com críticas severas à política de sucessivos remendos que, segundo os moradores, apenas mascaram crateras que reaparecem pouco tempo depois de cada intervenção superficial. 

Infiltrações e solo instável travam solução definitiva
Perante as queixas apresentadas, Fátima Ferreira esclareceu que o executivo acompanha a situação com preocupação, mas enfrenta dificuldades técnicas de resolução complexa que têm impedido uma intervenção definitiva. 
A presidente da Junta explicou que o grande obstáculo reside na existência de água a circular por baixo de todo o pavimento naquela zona, uma infiltração crónica que faz com que qualquer novo tapete asfáltico ceda em pouco tempo. 
Fátima Ferreira esclareceu ainda que as intervenções de saneamento, que progrediram da Ouriçosa para baixo, encontraram dificuldades técnicas que afetaram a estabilidade do solo, defendendo que o terreno ainda não assentou o suficiente para suportar uma pavimentação duradoura. 
O executivo assegurou que continua a pressionar as entidades competentes, nomeadamente os serviços municipais e a concessionária Indaqua, para garantir que a Rua do Cavalar receba finalmente a reabilitação estrutural que a população exige agora através de manifestações na via pública. 

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