“O João conseguia abraçar toda a gente e consegue continuar mesmo diante das condições, abraçar toda a gente”
João Afonso continua a necessitar de cuidados
João Afonso, natural de Carregosa, sofreu um acidente de viação no ano passado, e ficou com graves danos cerebrais, após ter sofrido pressão intracraniana
Pai recorda acidente
Frederico Afonso, pai do jovem carregosense, relembra que no dia do acidente, João Afonso estava com o carro do tio, e o polícia “ficou alarmado porque eles pensavam que era um jovem de 38 anos e não de 19”.
Avisado pela namorada do filho, Frederico estava na hora de almoço quando soube do alvoroço e dirigiu-se para o local do acidente, “há qualquer coisa que eu paro e digo assim, ‘eu vou ver o que é que se passa’”.
João Afonso sobreviveu a dois acidentes
O pai recorda que, no momento do acidente, os socorristas ponderavam o transporte de João via terrestre ou via aérea, tendo optado pela terrestre, dirigindo-se para o hospital de Gaia.
“Quando eu estou com o GNR e com o psicólogo, ouço uma comunicação qualquer e o GNR sai, mas eu não percebo, quando vou chegar ao hospital vejo a ambulância estampada de frente e cai tudo, ou seja, a ambulância teve um acidente com ele lá dentro”.
Viver o dia a dia na esperança
Frederico Afonso relembra que não era expectável ver o filho naquele dia. “Sobreviver às primeiras 24 horas, depois às primeiras 48 horas. No primeiro mês foi isso quase dia-a-dia”, revela.
Afirmou que via esperança nos olhos dos médicos e sabiam que eles estavam a fazer tudo, “nós sabíamos desde a primeira hora que era muito grave, e ele está cá”.
Uma batalha lenta e demorada, João Afonso já se encontra em casa com a mãe, “está lá prestar todos os cuidados, está a ir lá uma equipa de cuidados continuados, e estão com fisioterapias e terapias da fala” diariamente.
Uma causa que move mundos
Tendo sempre trabalhado por causas, Frederico Afonso afirma que deixou de o fazer, no entanto, fica impressionado por ver tanta gente a abraçar esta causa.
“Neste momento está a ser tudo canalizado para os tratamentos dele”.
A fé e a esperança mantêm-se ao ver o filho a reagir quando ouve “vozes diferentes que ele conheça vê-se reação, e é o que as pessoas dizem, quando bom que ele sorria à maneira dele, que olha para as pessoas com outro olhar”.