13 May 2026
As estradas do concelho de Oliveira de Azeméis são ponto de passagem obrigatório para milhares de peregrinos que têm como destino final o Santuário de Fátima neste mês de maio
Peregrinação A Fátima 2026 encheu novamente as artérias da cidade
A peregrinação até ao Santuário de Fátima fez passar milhares de peregrinos por Oliveira de Azeméis nesta sua jornada de fé
Provenientes de vários pontos do Norte do país, os peregrinos param em vários albergues do concelho para descansarem e tratarem das bolhas dos pés.
Um grupo de nove peregrinos de Matosinhos, já andavam há três dias na estrada quando ficaram albergados no Albergue do Peregrino, em Cucujães guiadosdo por António Cunha, que já faz este caminho há 24 anos.
“A sensação [chegar ao Santuário] é inexplicável. Aquela sensação de dizermos que, por muito sacrifício que tenhamos, quando acabamos dizemos ‘valeu a pena’. Não há explicação”
FLáVio Sabença, peregrino há quatro anos
“Estou a ver cada vez mais jovens a aderir a isto, e desejo-lhes tudo de bom e, o sofrimento, sacrifício, vale a pena”
Bruno Vale, primeiro ano como peregrino
“É a fé que nos move, não é mais nada. Porque os pés, as bolhas, o cansaço, isso só nos faz parar, e a fé o que nos move, sem sombra de dúvida”
Cátia Sabença, peregrina há quatros anos
“Chegar lá com os peregrinos todos. É bonito. Não tenho palavras para explicar às pessoas. O que nos motiva é a nossa fé, é o chegar lá e falar com Ela [N. Sra. Fátima], parece que dá um choque, é bonito mesmo"
António Cunha, guia do grupo e peregrino há 24 anos
De Fânzeres a Fátima numa peregrinação noturna
Já de Fânzeres chegou um grupo de 18 peregrinos, ficou albergado no antigo quartel dos bombeiros. Maria José é uma das guias do grupo, e já faz esta peregrinação há 25 anos. O grupo faz a caminhada durante a noite que, apesar de perigoso, é mais fácil.
“A fé é o que me move. Cada um tem a sua maneira de reagir, e não há explicação para isso. É uma sensação de paz, de fé. Não se passa nada, cai tudo. Têm de passar para saber como é”
Maria José, guia e peregrina há 25 anos
“É uma experiência única. A emoção faz parte, e fazemos esta caminhada para conseguirmos sentir esta emoção, que é uma coisa que as pessoas cada vez sentem menos”
Elsa Teixeira, primeiro ano como peregrina
Escola Livre de Azeméis acolheu peregrinos
Entre os dias 4 e 8 de maio, a Escola Livre de Azeméis foi abrigo de milhares de peregrinos.
Até dia 7, os grupos que procuravam um sítio para repouso tinham entre 15 a 30 elementos e, devido às atividades do clube, ficavam a dormir na sala polivalente.
Já no dia 7, 440 peregrinos ficaram albergados no pavilhão da ELA. Este é um grupo habitual que vem de Paredes.
Jorge Guerreiro, secretário da ELA, afirma que "temos três voluntários, que fazem o acolhimento dos peregrinos". Luciana Andrade, uma das voluntárias, esteve no bar de apoio aos peregrinos
De 4 a 8 de maio, a ELA acolheu peregrinos que durante esses dias passaram por Oliveira de Azeméis
O Albergue do Apiadeiro, em Cucujães, é um ponto de paragem e repouso para os peregrinos