24 Apr 2026
A segurança nas ruas e o estado do pavimento marcaram o período de intervenção do público na Assembleia de Freguesia de S. Roque. Ângelo Barbosa alertou para situações de risco, em particular na Rua das Marcadas (zona da Toca da Picanha), enquanto o presidente da Junta, Vítor Andrade, apontou responsabilidades partilhadas e dificuldades na resolução dos problemas.
A degradação de várias vias e os atrasos na correção de obras estiveram no centro das intervenções. Ângelo Barbosa chamou a atenção para abatimentos e infiltrações na Rua das Marcadas, avisando que “um dia destes vai haver uma tragédia”, referindo problemas recorrentes no pavimento e nas infraestruturas subterrâneas.
Outros moradores apontaram situações semelhantes na Rua da Covada, na Rua do Largo, na Calçada da Lomba e na ligação entre a Rua da Toca e a Rua das Lameiras, criticando intervenções incompletas após obras de saneamento e abastecimento de água. Foram também relatados casos de muros por concluir e pavimentos degradados há vários meses.
Na resposta, Vítor Andrade admitiu dificuldades na resolução destes casos, explicando que muitas intervenções são da responsabilidade do município e de empresas concessionárias. O presidente referiu que há empreiteiros notificados e processos em curso, mas alertou que “nem sempre é fácil obrigar à correção imediata” e que vias judiciais podem arrastar-se durante anos.
O autarca destacou ainda que parte dos problemas resulta de ligações indevidas entre redes de águas pluviais e residuais, o que provoca infiltrações e abatimentos, defendendo que também há responsabilidades ao nível de proprietários e intervenções antigas mal executadas.
O debate estendeu-se ainda ao projeto de um parque infantil em Vila Chã. Houve quem questionasse a prioridade do investimento, defendendo que deveria ser reforçado o parque existente, mais utilizado. Vítor Andrade assumiu que se trata de uma opção do Executivo, considerando que o equipamento pode valorizar a zona e devolver alguma dinâmica ao lugar.