14 Jul 2026
O 40.º Festival Folclórico dos Pauliteiros de Ossela reuniu, no pavilhão do Grupo Cultural e Recreativo, formações de Abrantes, Marinha Grande e Vagos, além do grupo anfitrião
Ossela> 40. º Festival Folclórico dos Pauliteiros
O Grupo Os Pauliteiros de Ossela celebrou a 40.ª edição do seu Festival Folclórico com dois dias de música, dança tradicional e convívio. A iniciativa reuniu grupos de Abrantes, Marinha Grande e Vagos no pavilhão do Grupo Cultural e Recreativo de Ossela, reforçando o papel do festival como principal momento anual de encontro entre os Pauliteiros e a população.
A programação arrancou no sábado, 11 de julho, com destaque para uma noite animada pela Banda Som Duplo, que atraiu público ao espaço e abriu um fim de semana inteiramente dedicado à atividade do grupo.
No domingo, às 15h00, os grupos desfilaram antes de subirem ao palco para as atuações do festival: além dos anfitriões, participaram o Rancho Folclórico da Casa do Povo de São Miguel de Rio Torto, de Abrantes, o Rancho Folclórico Picassinos, da Marinha Grande, e o Rancho Folclórico Fonte Anceão, de Vagos.
Festival levou folclore de três regiões a Ossela
A organização voltou a optar pelo interior do pavilhão, garantindo lugares sentados e maior conforto ao público, sobretudo num fim de semana marcado pelo calor. Para Jorge Ferreira, secretário do Grupo Os Pauliteiros de Ossela, esta solução tem permitido atrair mais pessoas do que os antigos festivais realizados ao ar livre.
O festival representa também uma importante fonte de receita para suportar as despesas do grupo. As verbas angariadas são aplicadas nos músicos, nos trajes e nas deslocações realizadas ao longo do ano. A tradicional ronda das Janeiras e o apoio de patrocinadores completam o esforço financeiro necessário para manter a atividade.
“Não somos melhores, somos diferentes”
Jorge Ferreira considera que a particularidade dos Pauliteiros continua a abrir portas a atuações dentro e fora do concelho. “Não somos melhores do que ninguém, mas somos diferentes”, afirmou, destacando que o grupo leva consigo os nomes de Ossela e de Oliveira de Azeméis.
A agenda deverá voltar a intensificar-se em setembro, com várias deslocações previstas. Algumas atuações são aceites mesmo sem retorno financeiro, por permitirem divulgar o grupo e uma dança pouco comum no panorama folclórico regional.
Para o secretário, a continuidade depende sobretudo de pessoas dispostas a entregar tempo e trabalho à coletividade. “Tem de ser gente que gosta disto. Caso contrário, o grupo podia ter acabado”, reconheceu.
Nova direção assegura continuidade dos Pauliteiros
A atual direção realizou este ano o terceiro festival desde que assumiu os destinos do grupo. A renovação aconteceu numa altura em que a estrutura anterior estava envelhecida e cresciam as preocupações sobre a continuidade dos Pauliteiros.
Apesar de alguns dirigentes viverem fora da freguesia, as deslocações regulares para ensaios, atuações e reuniões mantiveram o grupo em atividade. Jorge Ferreira descreve a coletividade como “uma família”, construída com horas retiradas à vida pessoal e profissional.
O apoio da população foi igualmente decisivo. Segundo o secretário, os osselenses insistiram para que o grupo não desaparecesse, reconhecendo nos Pauliteiros uma das expressões culturais mais distintas da freguesia.