14 Jan 2026
Ângelo Conde, o organizador do sarau cultural, é um apaixonado da música
Cucujães> Dinãmica de regresso à freguesia
Cucujães recebeu um Sarau Cultural pensado para devolver dinâmica cultural à vila e incentivar a população a sair de casa.
A iniciativa partiu de Ângelo Conde, músico e residente na freguesia, que decidiu organizar uma noite marcada pela diversidade artística, juntando música, poesia, fado e folclore.
A ideia de organizar o Sarau Cultural nasceu da perceção de que Cucujães tem vindo a perder dinamismo cultural. Segundo Ângelo Conde, a vila “está muito pobre a nível de cinema e de eventos”, uma realidade que o motivou a avançar com uma iniciativa própria, contando com o apoio de pessoas da freguesia. “Isto é uma organização minha, porque vivo em Cucujães e quero ajudar a fazer com que as pessoas saiam de casa”, explicou, sublinhando que o principal objetivo passa por ativar a vida cultural local.
Um programa diversificado ao longo da noite
O Sarau Cultural foi pensado como um espetáculo variado, capaz de agradar a diferentes públicos. O programa inclui momentos musicais, poesia, fado e a participação de elementos de um rancho folclórico, criando uma sequência artística dinâmica ao longo da noite. “Começa com música, depois tem poesia, depois fado, volta a ter poesia, há um intervalo, entram elementos do rancho a dançar e termina com outra dupla musical”, descreveu o organizador.
Duas das atuações musicais pertencem a projetos criados pelo próprio Ângelo Conde, um deles com um percurso de 25 anos, reforçando a ligação pessoal do organizador à música e à iniciativa.
Projetos musicais e um percurso de décadas
Ao falar do seu percurso, Ângelo Conde recordou uma vida inteira ligada à música. Começou aos 16 anos e soma décadas de experiência, incluindo períodos de trabalho no estrangeiro, nomeadamente no Canadá e nas Canárias. Apesar de nunca ter vivido exclusivamente da música, considera-a essencial na sua vida: “No local onde não haja possibilidade de fazer música, esse país para mim não serve”.
Para o músico, a carreira artística depende muitas vezes de fatores como oportunidade e reconhecimento. “É preciso ter sorte, ser bem visto e apresentar valores musicalmente”, afirmou, reconhecendo as dificuldades de viver da música em Portugal.
Adesão do público anima a organização
Às portas do início do espetáculo, a adesão do público era já considerada positiva, com a sala a aproximar-se da centena de pessoas. Um sinal encorajador para quem acredita que iniciativas culturais deste género podem contribuir para revitalizar a freguesia. Para Ângelo Conde, este tipo de eventos justifica todo o esforço de preparação e reforça a convicção de que Cucujães tem público para propostas culturais diversificadas.
“A finalidade é tirar as pessoas de casa. A finalidade é essa, é tirar as pessoas de casa. Fazer com que a vila tenha mais vida cultural e que as pessoas se sintam motivadas a participar.”
“A música para mim é um passatempo que não tem fim. Nunca vivi da música, mas a música é um passatempo que não tem fim. Se não tivesse música, não era a mesma coisa para mim.”
“Acho que já vamos a caminho da centena de pessoas, o que já é interessante para uma noite cultural em Cucujães.”