20 Jul 2026
Foi suspenso de funções numa Escola de Azeméis, mas crimes terão sido praticados em Arouca
Um professor de Educação Moral e Religiosa, que começou este ano letivo a lecionar numa escola de Oliveira de Azeméis até ser sujeito a um processo disciplinar e suspenso de funções, foi detido pela Polícia Judiciária, na passada sexta-feira, por suspeitas da prática de crimes de abuso sexual de menores dependentes, aliciamento de menores para fins sexuais e de pornografia de menores.
As vítimas, identificadas até ao momento, serão três jovens, com idades entre os 14 e os 16 anos, alunos de uma escola de Arouca, na qual o professor deu aulas no ano letivo 2024/2025.
De acordo com o Jornal de Notícias, o docente, de 45 anos, iniciava o aliciamento dos menores na sala de aulas e depois contactava-os através das redes sociais, pedindo-lhes que enviassem fotografias e vídeos em que estivessem a praticar atos sexuais. O professor pagaria entre cem a duzentos euros por aquele conteúdo e esse valor era aumentado no caso dos jovens aceitarem deslocar-se a casa do homem para encontros de teor sexual.
A investigação deste caso teve início após uma denúncia efetuada à Polícia Judiciária por um agrupamento escolar de Arouca, na sequência de um processo disciplinar instaurado ao docente. A escola terá tido acesso a um vídeo em que, segundo o comunicado da PJ, “o suspeito se encontrava em práticas sexuais explícitas com um jovem”. O referido vídeo teria sido enviado pelo professor a um aluno e, mesmo sendo de visualização única, o jovem terá conseguido gravá-lo e mostrou-o a colegas, acabando o conteúdo por chegar também à direção da escola.
Durante as investigações, após a denúncia da escola já no início de 2026, a PJ apurou que o suspeito, no ano letivo de 2024/2025, “aliciou os alunos à prática de atos sexuais consigo, bem como, ao envio de imagens de teor pornográfico, a troco de pagamentos em dinheiro”. Ainda de acordo com a PJ, os elementos probatórios recolhidos são “fortemente indiciadores das condutas ilícitas” do professor, sem antecedentes criminais.
Presente a primeiro interrogatório judicial ficou proibido de contactar com testemunhas e com os atuais alunos. Também ficou suspenso de funções e obrigado a apresentar-se, uma vez por semana, na esquadra.