A ditadura das pseudodemocracias

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> Eduardo Costa

Churchill disse que “a política é quase tão excitante quanto a guerra, e bem mais perigosa, porque na guerra você pode ser morto uma vez”. 
Essa afirmação aliada a uma outra deste primeiro-ministro inglês, de que a democracia não sendo uma solução perfeita é a melhor que o homem criou, dá para pensar no que ocorre hoje. 

Com o uso e abuso do conceito ‘democracia’, os regimes totalitários conseguem legitimar-se. 

Uns optam por prender os adversários fortes. Outros há que acontecem outras coisas mais radicais: são envenenados, morrem na cadeia onde os meteram, com decisões judiciais ‘legítimas’, ou simplesmente ‘suicidam-se’. 

Em Hong Kong a China cumpre o plano de integração do território que acordou com os ingleses: eleições livres. Apenas um  ‘pequeno’ senão: quem escolhe os candidatos é Pequim.

Da Rússia não preciso falar.

Estes dias surgiu a Turquia a prender um potencial candidato opositor ao atual, passado e futuro presidente.

Estas pseudodemocracias devem preocupar. Não são novas, mas os mais especializados dizem que a epidemia está a alastrar-se. O pior e mais preocupante é a insinuação de que não estamos imunes. Ainda acreditamos que estamos. Estamos? Os americanos tem sido o pilar desta nossa sociedade livre e democrática. Desde a segunda guerra.

Estão dispostos a continuar essa responsabilidade?


(Esta crónica é publicada por cerca de 50 jornais)


Eduardo Costa, jornalista, presidente da Ass. Nacional da Imprensa Regional

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