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Correio de Azeméis

11 Feb 2025

A história de Bruno Costa: de árbitro a treinador

S. Roque Desporto

> Técnico, de Bustelo, cumpre a terceira época no Fiães e quer fazer crescer a formação

Bruno Costa, natural de Bustelo, está a dar nas vistas como treinador do Fiães, clube onde treina os iniciados A e B e segue invicto quando estão disputados 18 e 15 jogos, respetivamente. Cumpre a terceira época no Fiães depois de se ter estreado como treinador nos benjamins do Cucujães após 15 anos como árbitro.

Sucesso No Fiães. É consequência do trabalho. Preparámos bem esta época, um trabalho de continuidade de três anos, tentamos um feito na competição de Elite. Temos duas equipas, cerca de 38 atletas de 2010, a competir em duas divisões. O objetivo é subir a equipa B e a equipa A ter uma promoção e a equipa de Elite fazer um brilharete e olhar para um possível título, que muito nos ia orgulhar. Quando cheguei ao Fiães senti muita confiança no grupo de atletas, não só pela qualidade mas pelo potencial que estava ali, incluindo as infraestruturas. O ano passado íamos competir numa divisão inferior mas, a 15 dias do início, fomos puxados para a divisão de Elite. Foi uma época muito difícil, mas que nos preparou para as dificuldades acrescidas que é competir e jogar para ganhar. 

15 anos na arbitragem. Fui árbitro, mas o meu filho pediu-me para ir para o futebol, eu inscrevi-o no Cucujães e, ao final de 15 anos na arbitragem, ocupei o meu lugar de pai na bancada. Fascinou-me ver um grupo de atletas a evoluir. Num convívio surgiu o convite do treinador Deco para o ajudar e acabei por aceitar. Depois fui tirar o curso de treinador.

Treinador vs árbitro. Como árbitro, gostava muito de jogos intensos e com poucas paragens. Temos de ter uma capacidade de impor respeito. Era muito agressivo com os treinadores e não permitia comentários em relação ao meu trabalho, mas no final era muito humano. A arbitragem foi uma escola de vida. Tinha uma personalidade diferente da que tenho agora. A arbitragem foi-me moldando e melhorando. Agora consigo compreender o erro e tento sempre manter o respeito. De vez em quando sai um desabafo maior. Sei ocupar o meu espaço no futebol e respeito a arbitragem.

Objetivos. Não penso muito no futuro. Tentarei ir até a minha capacidade o permitir. Se permitir chegar a uma I Liga tentarei lá chegar. Gosto muito do futebol de formação, é onde devia estar grande parte dos melhores treinadores porque é onde conseguimos evoluir quem pode evoluir. A formação em Portugal tem potencial enorme com consequências muito boas para os atletas. Sou um treinador muito ambicioso e as minhas equipas têm de ser trabalhadoras, guerreiras e não gosto de posse de bola. Sou um treinador que potencia o contra-ataque.

 

 

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