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Nuno Amorim, Mariane Tábuas, Mafalda Pinho e Leonardo Valério
21º aniversário da escola de infantes dos BVOAZ
A Escola de Infantes dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis abriu portas há 21 anos. Hoje conta com cerca de 22 alunos, sendo que metade são infantes e a outra metade cadetes. A escola acolhe futuros bombeiros com idades compreendidas entre os seis e 16 anos.
“É um gosto enorme, porque estamos a criar o futuro. Independentemente destes pequenos serem bombeiros mais tarde ou não. Mas vão ser pessoas, vão ser adultos”, afirma Ana Vasconcelos, uma das responsáveis pela escola de infantes. Para além de ensinarem as várias técnicas que os bombeiros utilizam no seu dia-a-dia, na escola os alunos também aprendem a viver em comunidade e a tornarem-se “adultos responsáveis. Sejam civis que saibam atuar caso seja preciso”. Mas, e acima de tudo, que se tornem adultos empáticos e saibam ajudar o próximo.
Confessa que existem dias em que os adultos não estão com “grande paciência” para ensinar os mais novos, no entanto, “assim que os vemos, pensamos, ‘epá, vamos a isto’. Eles vêm sempre muito, muito alegres”. Sublinha ainda que eles, muitas vezes, também ensinam os adultos em termos emocionais, “como é que nós podemos ser cada vez mais e melhores pessoas. Eles, sem dúvida, são os melhores professores para nós”.
Desde pequenino a aprender a cuidar
Mafalda Pinho e Mariane Tábuas já são cadetes e estão na escola há 5 e 8 anos respetivamente. Já Nuno Amorim e Leonardo Valério são infantes e encontram-se na escola há 1 e 3 anos, respetivamente. Todos tiveram conhecimento da escola de infantes através de palestras a que assistiram, quer na escola, centro lúdico e durante campos de férias.
Mafalda Pinho afirma que estar na escola de infantes “é qualquer coisa de espetacular, porque nós aqui sabemos um bocadinho de tudo o que é que os bombeiros fazem”, e confessa que, um dia, gostaria de ser bombeira profissional. Já Mariane Tábuas, se não seguir a carreira de bombeira, gostaria de ir para a área militar, no entanto, quando ouviu uma palestra no centro lúdico “eu gostei. Vim cá e continuo”.
De infantes, quer o Nuno quer o Leonardo também gostam dos treinos da escola. Nuno Amorim confessou que “o meu treino próprio não é o melhor, por isso vim cá para ganhar mais força”, e que um dia gostaria de ser bombeiro. Tal como a Mariane, também Leonardo Valério pretende “ser bombeiro ou militar algum dia”.
Durante a manhã, no quartel de bombeiros, houve a iniciativa do quartel aberto, onde toda a comunidade pode ver um bocadinho do que os bombeiros fazem diariamente, e ao longo do ano. “É um bocadinho para que as pessoas percebam aquilo que nós fazemos no nosso dia-a-dia, o ano todo e todos os dias, e não só na época florestal, na época dos incêndios florestais”, sublinha Ana Vasconcelos.
Nesta dinâmica com a comunidade, os participantes puderam ver como funciona a autoescada, como se realiza um desencarceramento, como se apaga um fogo com extintores e fazer uma pequena corrida de obstáculos.
Apesar de estar dentro das comemorações do 21º aniversário da escola de infantes, esta iniciativa também teve como objetivo “incentivar as pessoas mais velhas que venham para o nosso Corpo de Bombeiros, para a Escola de Estagiários e futuramente seguirem esta carreira”.
A autoescada foi uma das dinâmicas que os participantes puderam usufruir
Ana Vasconcelos, uma das responsáveis pela escola de infantes