Em
Correio de Azeméis

23 May 2023

A propósito das Cidades Inteligentes

Ana Isabel da Costa e Silva

No Expresso desta semana, uma pequena notícia avançava que o país com mais população do mundo, a Índia, irá desenvolver 100 Cidades Inteligentes, no âmbito de um programa de renovação e modernização urbana.

A “Missão Cidades Inteligentes” pretende ser um programa urbano holístico que tem como objetivo promover cidades que garantam infraestruturas centrais, qualidade de vida, ambiente sustentável e, ainda, providenciar serviços básicos aos cidadãos indianos. 

As Cidades Inteligentes têm como objetivo, por exemplo, a satisfação das necessidades dos cidadãos tendo em consideração o modelo urbano, a defesa do meio ambiente, a rentabilidade económica e a eficiência energética. Uma das prioridades é, também, promover a participação dos cidadãos e ter em consideração as suas opiniões nas decisões executivas. 

E ainda, o planeamento do território tem como maior objetivo melhorar as condições de vida dos cidadãos, não ficando apenas nas necessidades básicas, como o saneamento. O conforto na utilização dos espaços, nomeadamente desenhar e construir espaços que favoreçam a utilização segura da mobilidade suave é uma das prioridades, como também garantir a possibilidade de utilizar os transportes públicos em conjugação com o transporte privado é essencial para o nosso território que se caracteriza, sobretudo, pela construção dispersa. 

A gestão da água, maior segurança a diferentes níveis, recolha de lixo organizada e com utilidade posterior são outras questões levadas em consideração quando se fala de Cidades Inteligentes. 

Maior que o conceito, a importância para a nossa realidade reside nas iniciativas de carácter central que mudam significativamente a vida das pessoas. Um sistema central em consonância, conformidade e constante comunicação com a administração local, onde todos, sem exceção, são intervenientes, será certamente um caminho a seguir, sobretudo num país como o nosso: pequeno.

Quando há um desígnio maior, não há partidos políticos. Há boa gente na liderança e boa gente capaz de executar.

  * Arquiteta de Oliveira de Azeméis, Ph.D., Master Architect. 
anadacostaesilva@correiodeazemeis.pt 

Partilhar nas redes sociais

Comente Aqui!









Últimas Notícias
Desfile de 1.200 crianças na chegada do Pai Natal da Oliveira de Azeméis, a 28 de novembro
16/10/2026
Carregosa continua à espera de melhores passeios e espaços públicos
16/10/2026
Paragens de Ossela começam a ganhar nova cobertura
16/10/2026
Contentor sem fundo junto à escola e futura creche
16/10/2026
Quando o civismo precisa de ser colado ao caixote
16/10/2026
Câmara adjudica 206 mil euros para passadeiras e 'almofadas'
16/10/2026
Falta um apoio que não abane
16/10/2026
Quando o civismo precisa de ser colado ao caixote
16/10/2026