A propósito de telemóveis

António Magalhães

António Magalhães

A partir de 1 de Janeiro de 2024, os telemóveis e seus derivados serão praticamente proibidos nas salas de aula dos Países Baixos. Uma notícia muito recente que ocupou largos espaços em toda a nossa comunicação social.

Trata-se de um tema que me mereceu especial atenção, de modo particular no que concerne aos alunos da escola primária, com quem convivi longos quarenta anos.
A razão é simples. Todas as nossas escolas primárias – deixem continuar a chamar assim! - dispõem de telefone fixo. Docentes e funcionários têm ao dispor os números dos telefones fixos dos pais e das mães, do domicílio e do trabalho, também dos telemóveis.
Nas escolas todos sabem o que devem fazer em caso de um acidente, a quem devem dirigir-se, a ordem de prioridades, etc., etc.
Será, então, legítima a pergunta: qual a necessidade de oferecer um telemóvel a meninos de sete anos… onde eles rapidamente aprendem a procurar o que não necessitam?  
Mas há ainda uma outra razão. Muito recentemente, aquando da epidemia que conduziu ao encerramento das escolas, entendeu-se priorizar o ensino à distância e daí a necessidade de um computador. 
Pois bem. Disse-me quem sabia da matéria que alguns alunos dispunham de telemóvel que podia ser bem mais caro que o computador. Com uma enorme diferença: o telemóvel era comprado com o dinheiro da família, mas o custo do computador suportaram-no os portugueses que pagam impostos… que, como sabemos, não são todos!  
(Escrito de acordo com a anterior ortografia)

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