Na comemoração do sexto aniversário, a ACMAP quer fazer crescer o número de socios... e pede uma carrinha
Para poder continuar a cuidar do rio…
A ACMAP — Associação Carregosense de Melhoramentos do Ambiente e Património assinalou o sexto aniversário em Carregosa com um apelo à comunidade: são precisos mais voluntários, mais sócios e melhores meios para continuar o trabalho de limpeza e valorização do rio.
Formalizada há seis anos, nasceu de um grupo de amigos que começou por recuperar o leito e as margens que conhecia desde a infância. José Paiva, membro fundador e voluntário, recorda que tudo começou “numa brincadeira, como amigos”. Primeiro eram sete voluntários, antes mesmo de existir associação. A vontade era devolver vida a zonas que se tinham perdido entre silvas e abandono.
O caminho feito já não é apenas de manutenção. A direção quer criar condições para que mais pessoas circulem junto ao rio, com pequenas pontes em pontos estratégicos e, no futuro, uma ligação mais estruturada a outros percursos.
André Costa, secretário da associação, explicou que há zonas bonitas e transitáveis, mas que a falta de passagens obriga quem caminha a atravessar o rio. A ambição passa por ligar a zona da Pedra Má a outras áreas de Carregosa e aproximar o percurso dos passadiços vizinhos.
Faltam braços e uma carrinha
A necessidade mais imediata é humana. Renato Ribeiro, presidente da ACMAP, diz que o trabalho continua muitas vezes concentrado em três, quatro ou cinco pessoas. “Aquilo que nos faz falta mesmo é o voluntário”, afirmou.
A falta de uma carrinha é outro problema apontado pela direção. Para transportar ceifeiras, motosserras e outros equipamentos, os voluntários continuam a usar viaturas próprias, com o desgaste que isso implica.
As receitas da ACMAP dependem sobretudo das quotas e de eventos anuais, como a Festa das Coletividades. A associação chegou a ter cerca de 450 sócios, mas no último ano ficaram pagas perto de 150 quotas. O objetivo é voltar a crescer e chegar aos 500 associados em 2026.
Foi esse apelo que levou Marcos Sousa, jovem de Carregosa, a tornar-se sócio. Para o novo associado, a ACMAP é uma coletividade recente, mas já com “muita vida” e trabalho visível no terreno. Também Rogério Sousa decidiu juntar-se agora como voluntário, motivado pela ligação à terra e pelas memórias.