> Para melhoria das zonas industriais
A Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis não concorreu ao fundo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) num concurso que visa “promover a requalificação de áreas de acolhimento de aglomerados empresariais existentes para uma nova geração de espaços, mais resilientes, mais verdes e mais digitais”.
Consultada a lista de municípios que apresentaram “manifestação de interesse”, no site da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), percebe-se que Oliveira de Azeméis não consta da lisa. A fase 1, “ concurso para a submissão de manifestação de interesse”, esteve aberta até 15 de setembro de 2021.
Questionado pelo Correio de Azeméis, o presidente do executivo, Joaquim Jorge, afirmou que a autarquia não concorreu ao fundo em questão, referindo que, habitualmente, “concorre a todas as candidaturas a fundos comunitários”, desde que estas “permitam suprir uma necessidade do município e sejamos uma entidade elegível”.
“No caso em apreço e atendendo à tipologia dos investimentos elegíveis, onde não se enquadram acessos a Áreas de Acolhimento, o Município de Oliveira de Azeméis não apresentou candidatura a este aviso específico no âmbito do PRR”, acrescentou o edil oliveirense.
Segundo o site oficial do ‘Recuperar Portugal’, “estes fundos podem apoiar investimentos na autoprodução e armazenamento de energia renovável, ilhas de qualidade energética A+, soluções de carregamento de viaturas elétricas e abastecimento a hidrogénio, cobertura de Banda Larga Rápida (5G) em áreas do Interior com comprovada falha de mercado ou soluções de resiliência ativa a incêndios, consoante as características das AAE”.
“As candidaturas foram avaliadas, entre outros aspetos, tendo em conta o número de empresas instaladas e o número de postos de trabalho em cada AAE, quantos desses negócios estão associados a cadeias de logística e de que forma se articula o trabalho dessas empresas com o Sistema Regional de Inovação em questão. Pretende-se que as AAE de nova geração respondam a abordagens de inovação, a desafios tecnológicos e à necessidade de ligações virtuosas com os sistemas científicos e tecnológicos”, pode ler-se, também, no site oficial.
Águeda com 20 milhões deste fundo do PRR
O município de Águeda viu aprovada a candidatura de mais de 20 milhões de euros de fundos comunitários, no âmbito do PRR, que vai permitir dotar o Parque Empresarial do Casarão (PEC) de condições e infraestruturas que o vão tornar “verdadeiramente competitivo”. Para além de Águeda, os municípios de Chaves, Melgaço, Vila Real, Guarda, Oliveira do Hospital, Rio Maior, Campo Maior, Beja e Lagos viram as suas candidaturas aprovadas e vão modernizar zonas industriais e áreas empresariais já existentes nos seus territórios, para as preparar para as transições verde e digital e garantir uma melhoria da competitividade das empresas aí instaladas.