Candidatura de bandas e ranchos custará € 45 mil

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O contrato pretende preparar a inscrição das bandas filarmónicas e dos ranchos folclóricos de Oliveira de Azeméis no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

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A CMOA adjudicou a Gaivina de Agueiro a aquisição de serviços técnicos especializados para preparar a inscrição das bandas filarmónicas e dos ranchos folclóricos do concelho no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. O contrato tem o valor de € 45 mil euros, mais IVA , e um prazo  de 365 dias.

O procedimento foi feito por concurso público e teve duas entidades concorrentes: Gaivina de Agueiro e Stay To Talk — Instituto de Imersão Cultural, Unipessoal Limitada. Segundo a ficha publicada no portal BASE, o contrato foi celebrado a 17 de julho.

Dois patrimónios para inventariar
A contratação divide-se em dois lotes: um para as bandas filarmónicas e outro para os ranchos folclóricos. O caderno de encargos fixava um preço base de 22.900 euros por lote, ou seja, 45.800 euros no total, acrescidos de IVA. 
No caso das bandas, o trabalho passa por investigação, e elaboração de um dossiê técnico para candidatura ao inventário nacional. O documento prevê o mapeamento de bandas ativas ou extintas, recolha de testemunhos de músicos, maestros e dirigentes, inventariação e digitalização de espólios, análise do papel pedagógico e cultural das filarmónicas e criação de uma base de dados digital. 
Para os ranchos folclóricos, o contrato prevê investigação etnográfica, levantamento documental, entrevistas, registo áudio e vídeo de danças, cantigas e apresentações, fichas técnicas de cada grupo e preparação do dossiê de candidatura. O objetivo é documentar danças, músicas, trajes, cantigas, rituais, e a história dos ranchos do concelho. 

Base de dados, vídeos e publicações
O trabalho deverá resultar em inventário científico, banco de dados digital, relatório final, publicações em formato físico e digital, pequenos vídeos documentários e outros elementos de valorização do património cultural local. A equipa técnica deverá integrar áreas como história, etnomusicologia, antropologia, arquivo, som e vídeo. 
Até 25 de setembro de 2026, o prestador terá de apresentar o mapeamento e caracterização das bandas e ranchos, bem como uma base de dados e sistema de catalogação já em estado funcional. O pagamento será faseado: 40% após essa primeira validação e 60% depois da conclusão dos trabalhos. 

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