As ruas encheram-se de cor e euforia com a passagem dos grupos
> 800 participantes apostaram contra a instabilidade meteorológica... e ganharam
O Carnaval Oliveirense levou centenas de figurantes e associações às ruas da cidade, num desfile que reuniu cerca de 800 participantes e confirmou o evento, organizado pela FAMOA – Federação das Associações do Município de Oliveira de Azeméis, como um dos momentos festivos mais participados do concelho.
O cortejo percorreu o centro da cidade com carros alegóricos, figurinos temáticos, música e coreografias preparadas ao longo de meses pelas associações e grupos participantes. Sem tema comum, cada coletivo apresentou a sua própria proposta, garantindo diversidade e criatividade ao longo do desfile.
Concelho unido na folia
A participação de diferentes associações e grupos convidados reforçou o carácter agregador do evento e o ambiente de partilha entre coletividades. “É sempre importante participar porque é um momento que junta muitas associações e mostra o trabalho de todos”, referiu Carlos Costa, do grupo TBS e presidente da Associação do Carnaval de Pindelo, destacando a dimensão associativa do desfile.
Para muitos participantes, o Carnaval na cidade representa o momento de apresentar publicamente o trabalho desenvolvido ao longo do ano. “Andámos meses a preparar tudo e aqui mostramos o resultado. É cansativo, mas sentimos orgulho”, afirmou Ricardo Periquito, do grupo Flores e Feias, sublinhando a dedicação envolvida na preparação.
Ruas cheias de oliveirenses
O ambiente ao longo do percurso foi marcado pela presença de público e pela animação constante. “É um desfile com muita gente e muito ambiente. As pessoas acompanham e isso puxa por nós”, referiu Ricardo Gomes, do grupo Renascer, enquanto Américo Silva, do Clube Mini de Portugal, destacou tratar-se de “um evento com muito público e muita participação associativa”.
Esforço dá trabalho, mas compensa
O esforço necessário para preparar os temas e figurinos foi também salientado pelos grupos. “Dá muito trabalho, mas no final vale sempre a pena. Quando vemos as pessoas a sorrir, sentimos que compensou”, afirmou a Escola de Samba Os Pioneiros. Na mesma linha, Almerinda, do grupo Sílvio e Companhia, referiu que “isto exige muito de nós, mas quando estamos no desfile e vemos a reação do público, esquecemos o cansaço”.
Estreantes e convidados no desfile 2026
O desfile reuniu ainda grupos convidados, para quem a participação constitui oportunidade de convívio e partilha. “É sempre bom sair da nossa terra e estar noutros carnavais, conviver e mostrar o que fazemos”, afirmou Hilário Esparrinha, da Associação Recreativa e Cultural do Curval, enquanto David Oliveira, do Desafio d’Arte, considerou que estes eventos “permitem levar o grupo a diferentes localidades e contactar com públicos diferentes”.
Também grupos estreantes destacaram o acolhimento. “É a nossa primeira vez aqui e fomos muito bem recebidos. Estamos a gostar muito do ambiente”, referiu Tiago Nunes, do Grupo de Bombos de Lousada. Outros participantes sublinharam a importância de manter a presença mesmo perante dificuldades, como o grupo Moquinhas de Cucujães, que afirmou ter participado para “não perder o espírito do Carnaval”.
Partilha de cultura
A dimensão cultural e criativa do desfile foi igualmente valorizada pelos participantes. “O Carnaval é criatividade e participação, uma forma de partilhar o nosso trabalho artístico com outras associações e com o público”, referiu Álvaro Rocha, do TEPAS – Teatro Amador, de Cucujães, destacando o carácter expressivo da iniciativa. Também de Cucujães, o grupo motard Jokers não chegou de mota, mas fizeram um “balanço positivo. Correu bem, o tempo ajudou, tivemos as condições ideais para fazer o desfile de Oliveira”.
S. Pedro deu abébi a carnavalescos
Depois da incerteza da realização do desfile, o S. Pedro, apesar de ameaças, deu tréguas, e, de acordo com Maritza Valente, do Grupo de Dança de Loureiro, “S. Pedro gosta de Carnaval, nós gostamos muito de Carnaval, e por isso, o Grupo de Dança de Loureiro está aqui”. Também António Freitas, do Centro Social de Pindelo, ficou satisfeito com o bom tempo, “pois as aparelhagens, as colunas do som, tudo isso tem que ser resguardado” para o próximo desfile de Carnaval, em Pindelo.
Com centenas de figurantes e forte adesão de público ao longo do percurso, o Carnaval Oliveirense voltou a afirmar-se como celebração coletiva do movimento associativo local, levando à cidade o trabalho desenvolvido pelas associações e proporcionando um momento de encontro festivo entre participantes e população. Arménio Pinho, do grupo Cruz e Cruz, sublinha essa adesão, “a festa correu bem, não choveu e teve muita gente a assistir”.